Numa época de contenção de despesas, o Estado português começa a passar por uma fase de privatização das suas maiores empresas. O Oceanário de Lisboa, considerado por muitos o melhor da Europa, não fugiu à regra nem foi uma exceção. O Oceanário de Lisboa, que se encontrava em concurso para concessão durante o período de 30 anos, foi entregue à Sociedade Francisco Manuel dos Santos.

Relativamente a todo o lucro obtido pelo Oceanário, a meta que está na mente da Sociedade será mesmo investir em divulgação e investigação dos recursos marítimos. Vale relembrar que o Oceanário de Lisboa trabalha como uma das ''empresas'' mais rentáveis que foram criadas para o Parque Expo, sendo que o ano passado obteve o maior lucro de sempre alcançando os 1,5 milhões de euros.

Publicidade
Publicidade

A Sociedade Francisco Manuel dos Santos, da família Soares dos Santos, venceu o concurso para a concessão, por 30 anos, do Oceanário de Lisboa. O espaço de atração turístico lisboeta foi ''comprado'' por 24 milhões de euros, quantia que corresponde ao seu valor cotado em ações. Durante este período, o Estado ainda irá ter mais lucros, sendo que haverá um encaixe da renda de 1 milhão e 300 mil euros, somando 5% de receitas anuais proveniente da exploração do Oceanário. Ainda assim, haverá mais um encaixe de 10 milhões de euros pela sua entrega.

Dentro dos principais objetivos desta aquisição por parte da Sociedade, que não esconde o facto de querer criar uma Fundação ligada ao Oceano, pretende-se investir em projetos de investigação científica e métodos mais eficazes de conservação dos oceanos.

Publicidade

Para ajudar a este ponto, a Sociedade gostaria de efetuar protocolos com universidades, tanto portuguesas como estrangeiras, para obter maiores vantagens na área da investigação e ao mesmo tempo atribuir experiência aos estudantes de final de curso. Outro protocolo está, até agora, também agendado com o MBA (Monterey Bay Aquarium), localizado na Califórnia.

Por fim, o relatório com todos os objetivos e valores para a concessão seguirá para aprovação entre o Conselho de Ministros. #Negócios #Governo