O ex-vice presidente do Sporting, Paulo Pereira Cristóvão, deixou de estar a cumprir prisão preventiva e vai aguardar o desenrolar do processo em que está envolvido em prisão domiciliária com recurso a pulseira eletrónica. O ex-inspetor da Polícia Judiciária já terá mesmo abandonado o Estabelecimento Prisional de Évora, onde estava desde 3 de março, data em que foi detido, por suposta "adesão a associação criminosa". A alteração da medida de coação foi tomada pelo juiz Carlos Alexandre.

Paulo Pereira Cristóvão foi detido pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária por ser considerado o mentor de uma rede que levava a cabo assaltos a várias residências. O ex-dirigente leonino, durante a presidência de Godinho Lopes, é acusado de dar informações sobre os proprietários das casas assaltadas.

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A investigação a esta rede já tinha começado há vários meses e tinha levado a 12 detenções, entre as quais três agentes de autoridade, que alegadamente assaltavam as casas fardados. A mesma investigação levou ainda à detenção de 'Mustafá', alcunha do líder da claque do Sporting Juve Leo, Nuno Vieira, e que aguarda o desenrolar do processo em liberdade.

Já antes, o nome de Paulo Pereira Cristóvão foi envolvido noutro esquema. O ex-dirigente leonino foi acusado de ter simulado um suborno ao árbitro José Cardinali, que iria apitar o encontro entre o Sporting e o Marítimo. Ao aperceber-se de um depósito de dois mil euros na sua conta, o assistente pediu escusa do jogo. A investigação foi despoletada por uma denúncia anónima enviada por carta que o próprio Godinho Lopes entregou à Federação Portuguesa de Futebol.

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Durante a investigação, a Polícia Judiciária considerou que foi Pereira Cristóvão o mentor do depósito, para alegadamente simular um suborno. Deste processo resultam sete acusações, entre as quais um #Crime de burla qualificada e outro de branqueamento de capitais.

Paulo Pereira Cristóvão começou a sua carreira como segurança, ingressando depois na Polícia Judiciária. Esteve na investigação ao desaparecimento da menina algarvia Joana e chegou a escrever livros. Foi também comentador televisivo, antes de se tornar dirigente do Sporting. Dono de uma empresa de segurança, o ex-inspetor foi ainda acusado de vigiar a vida privada dos jogadores leoninos, sendo o mais visado o guarda-redes Rui Patrício. #Justiça