Miguel Pais do Amaral quer processar Humberto Pedrosa. O dono da Leya diz-se prejudicado pelo parceiro de David Neeleman no consórcio candidato à compra da TAP. Pedrosa terá violado um contrato de confidencialidade ao sair do consórcio de Pais do Amaral para outro rival na corrida ao controlo da empresa. Assim, este último pondera avançar para os tribunais.

De acordo com o jornal Público, Pais do Amaral fala em conduta desleal por parte de Humberto Pedrosa, e já terá inclusive enviado uma carta ao dono do grupo Barraqueiro. Na carta diria que quando Pedrosa saiu do consórcio "no dia final, incorreu em clara responsabilidade pré-contratual".

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Prejuízos ainda não anunciados

Para já, o responsável da Leya não apresentou os prejuízos detalhados da sua holding, remetendo tal para "devido tempo e no lugar próprio". Certo é que se sente lesado por Humberto Pedrosa quando este saiu do seu consórcio para o rival, numa altura em que não deixou tempo para encontrar um substituto.

Aquisição da TAP na origem do problema

David Neeleman e Humberto Pedrosa formam o consórcio Gateway, que ganhou o concurso à compra da TAP. O português terá que ficar com a maioria dos 61 por cento, para que se cumpram as regras da União Europeia. Já Miguel Pais do Amaral ficou pelo caminho não chegando à fase final juntamente com Neeleman e German Efromovich.

De acordo com estas informações, Pais do Amaral culpa, ao fim e ao cabo, Pedrosa por ter ficado fora da corrida.

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O certo é que, sem Pedrosa ou outro empresário português, Neeleman nunca poderia ganhar o concurso - a União Europeia exige que o controlo das empresas aéreas dos países-membros seja por cidadãos do espaço comunitário, algo que Neeleman não é.

Está assim lançada mais uma polémica na privatização da TAP, a juntar-se às várias que já existiram. Entre providências cautelares, críticas e greves, o assunto tem feito correr muita tinta nos últimos meses. Parece, contudo, certo que o #Governo vai mesmo avançar, tendo já assinado o acordo com o consórcio vencedor, Gateway. #Negócios