O #Governo decidiu esta quinta-feira, 11 de Junho, vender a Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) ao consórcio Gateway, dos empresários norte-americano e brasileiro David Neeleman, e português Humberto Pedrosa. Tal como já aconteceu no passado, a proposta apresentada por Germán Efromovich foi rejeitada. Com a decisão tomada em Conselho de Ministros, o Estado português prevê encaixar, no mínimo, 354 milhões de euros, um valor que poderá chegar aos 488 milhões, conforme o desempenho da transportadora. O primeiro-ministro já sublinhou o acto de coragem do governo em privatizar a TAP num processo que, segundo afirmou, teve início com um executivo socialista.

Na habitual conferência de imprensa realizada após o Conselho de Ministros, a secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, considerou que "não é possível antecipar", nesta fase, o montante que o Governo irá receber "daqui a dois anos" proveniente da privatização da TAP. Por outro lado, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, reconheceu que as verbas que o Estado irá encaixar com o negócio são reduzidas "mas importantes".

Com duas propostas em cima da mesa, o Executivo liderado por Pedro Passos Coelho optou por aquela que lhe foi apresentada por David Neeleman, dono da companhia aérea brasileira Azul e da americana JetBlue, que integra, ainda, Humberto Pedrosa, dono do grupo português Barraqueiro, com #Negócios nos transportes públicos de passageiros.

Esta tarde, Pedro Passos Coelho referiu a decisão do Conselho de Ministros realçando que se trata de um processo que remonta a 1997, com "os governos a andarem a ver se conseguem resolver o problema da TAP". "São já muitos anos", frisou, adiantando que se trata de um problema "que se tem agravado a cada ano que passa". No entender do primeiro-ministro, a aprovação da privatização da TAP foi feita "com muita coragem" até porque "é uma decisão extraordinariamente importante". Mais, o governante reafirma que caso o Governo não avançasse com a privatização da TAP o mais certo seria a liquidação da transportadora a médio prazo.

Recorde-se que a privatização da TAP tem sido um processo polémico, com o mais recente protesto a vir da parte do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) que promoveu uma greve de 10 dias.