Os técnicos de ambulância de emergência vão mesmo avançar para a #Greve. O Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE) confirmou hoje que a paralisação se mantém para esta quarta-feira, com início à meia-noite. A entidade sindical fala de uma ausência de desenvolvimentos na melhoria das condições de trabalho dos funcionários. Os trabalhadores reuniram-se hoje em plenário confirmando a greve, depois do pré-aviso emitido no dia 8 de Junho pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS). Os trabalhadores do INEM vão assim paralisar nas horas extraordinárias a partir desta quarta-feira.

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Pedro Moreira, da direcção do STAE, explicou que além de não existirem desenvolvimentos houve até "um retrocesso" relativamente "à proposta da carreira de técnico de emergência". Os trabalhadores do INEM recusaram a proposta do Governo por não prever subsídios de risco e desgaste rápido e reformas antecipadas.

Greve nacional depois de uma em Lisboa

O sindicato conta que a greve tenha um impacto muito significativo, garantindo que a mesma é "por tempo indeterminado". Inicialmente, os trabalhadores admitiram levantar a paralisação que começa esta quarta-feira depois da garantia governamental quanto ao pagamento das horas extraordinárias em falta desde 2013. Os técnicos terão também recebido a garantia do subsídio de refeição em período de trabalho suplementar, caso aceitassem cedências.

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Depois de no passado dia 8 de Junho terem estado paradas várias ambulâncias da Grande Lisboa, esta é uma greve nacional. Entre as queixas dos trabalhadores estão a falta de pagamento de subsídios e de horas-extra, estando ainda contra novos cortes salariais. Contestam também a sobrecarga de trabalho e exigem a reposição das 35 horas de trabalho semanal, bem como um aumento nos vencimentos. Na paralisação do início do mês, a FNSTFPS referiu mesmo que a situação dos técnicos de emergência põe em causa a assistência aos doentes, afirmando que há "períodos de trabalho com descanso" apenas depois de 20 dias ou mais. A instituição sindical falou aina de ameaças da entidade patronal aos trabalhadores.