A procura por viagens para os Açores neste verão está a aumentar de forma considerável. Os voos estão cheios, sobretudo entre os últimos dias de julho e todo o mês de agosto mas, mesmo assim, a SATA não consegue corresponder às necessidades de todos os interessados. Nesse sentido, a companhia aérea açoriana prepara-se para disponibilizar, a partir do dia 22 de julho, aproximadamente 8 mil novos lugares nos seus aviões que viajam entre Lisboa e as ilhas de São Miguel, Terceira, Pico e Faial. Uma medida que leva a um aumento de 18 por cento da capacidade inicialmente prevista. O aluguer de mais aeronaves é também uma possibilidade em cima da mesa que a SATA não ousa descartar, embora possa representar um investimento de cerca de meio milhão de euros.

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Numa conferência de imprensa realizada na aerogare das Lajes, na ilha Terceira, Luís Parreirão, presidente do conselho de administração da empresa de aviação, referiu que se verifica que "o crescimento do tráfego é bastante superior, pelo que a SATA entende reforçar a capacidade oferecida até ao final de agosto". O líder da companhia açoriana explicou que no primeiro semestre de 2015 a procura por #Viagens entre o arquipélago e o território continental português teve um aumento de 14%, o que equivale a 26371 passageiros. Para a ilha Terceira serão disponibilizados 3694 novos lugares nas ligações com Lisboa, o que representa um aumento de 64,9%, sendo, por isso, a ilha que será alvo de um reinvestimento superior.

Luís Parreirão fez ainda questão de salientar que, mesmo com a chegada de companhias aéreas low cost à ilha de São Miguel, concorrentes de peso para a transportadora aérea açoriana, a SATA registou um aumento da procura nessa ilha.

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Desse modo, serão disponibilizados 990 novos lugares, equivalentes a um aumento de 5,2%. No Pico serão 1320 os novos lugares (41,3%) e no Faial 1980 (13,7%).

Quanto à chegada de voos de baixo custo à ilha Terceira, o secretário regional do #Turismo e Transportes, Vítor Fraga, referiu que está a ser levado a cabo "um árduo trabalho de captação de novas operações" para a ilha. Trata-se de um assunto que "ainda não está concluído", mas no qual o governo açoriano deposita enorme confiança "pelo desenrolar de contactos e de manifestações de interesse que o mesmo seja coroado de sucesso".