O Estado vai pagar aos pais dos agentes da #Polícia de Segurança Pública (PSP), Ricardo Filipe Santos e João Carlos Rainho, uma "compensação especial" no valor de 126.250 euros, a cada um, devido ao facto de terem morrido em serviço. A decisão consta de um despacho-conjunto das ministras das Finanças e da Administração Interna publicado esta terça-feira, 7 de Julho, em Diário da República. O documento refere que aqueles agentes, de 23 e 26 anos de idade, foram vítimas de "acidente ocorrido em serviço" e "directamente decorrente dos riscos próprios de actividade policial". Os factos remontam à manhã de 25 de Fevereiro de 2015, quando aqueles dois agentes da Esquadra da PSP de São João da Talha foram colhidos mortalmente por um comboio.

Naquela manhã, por cerca das 11:30 horas, os dois polícias estavam a correr pela linha ferroviária junto ao apeadeiro de Sacavém - Loures atrás de dois suspeitos de um assalto a uma casa na zona da Bobadela, quando foram colhidos por um comboio Intercidades que fazia a ligação Lisboa-Porto.

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Aquelas mortes originaram uma onda geral de contestação, com a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, a afirmar que "morreram como heróis por todos nós". "Deixam-nos uma memória de abnegação, um exemplo de entrega sem limite", disse. Também a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, emitiu naquele dia um comunicado onde exprimia o seu "profundo pesar " pela morte dos dois agentes da PSP que "desempenharam com brio, elevado espírito de missão e bravura as funções que lhes foram confiadas, dando a vida para salvaguarda de pessoas e bens".

No despacho publicado em Diário da República e que define a "compensação especial" a ser atribuída aos pais de Ricardo Santos e João Rainho, as ministras das Finanças e da Administração Interna, referem que "ficou provado" que os dois elementos da PSP perseguiam "indivíduos suspeitos da prática de um crime de furto" quando foram colhidos por uma composição ferroviária, "causa directa" das suas mortes.

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"Verificou-se a existência de nexo de causalidade entre a morte e o risco inerente ao exercício da função policial", acrescentam. #Governo #Justiça