António Correia, de 48 anos de idade, foi condenado nesta terça-feira, 14 de Julho, a uma pena de prisão de 18 anos por ter matado a tiro uma mulher com quem manteve um relacionamento. O #Crime ocorreu na presença do filho da vítima, de apenas 7 anos de idade. O homem, taxista de profissão, foi condenado também a pagar uma indemnização de 235 mil euros aos quatro filhos da mulher, de 45 anos. A defesa do arguido vai agora analisar o acórdão do Tribunal de Vila Real para ponderar a apresentação de um eventual recurso.

Os factos remontam à noite de 10 de Setembro de 2014, três meses depois de o taxista ter terminado com a mulher, de 45 anos, uma relação extraconjugal.

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António Correia disparou da rua contra a mulher que se encontrava à janela da sua habitação, numa zona isolada da pequena aldeia de Guiães, no concelho de Vila Real. Um crime que foi observado pelo filho menor, que estava na companhia da mãe. Esta ainda chegou a falar com o petiz, que acabou por dar o alerta. O arguido viria a ser detido pela Polícia Judiciária horas depois de ter sido cometido o crime.

No decorrer do julgamento, o arguido disse ao colectivo de juízes que aceitou bem o fim da relação que manteve com a vítima, viúva e mãe de quatro filhos. Argumentou que se dirigiu à habitação daquela para lhe pedir a devolução de um dinheiro que lhe teria emprestado. Sem conseguir falar pessoalmente com a mulher, referiu que ouviu a voz dela a afirmar que não lhe devia nada, pelo que sacou de um revólver que tinha no bolso e disparou em direcção à casa, alegando ter sido "um disparo de intimidação" e não se ter apercebido que tinha atingido a mulher.

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Uma versão que não convenceu o colectivo de juízes do Tribunal de Vila Real. Os magistrados deram como provado que o taxista, quando disparou, encontrava-se num "ângulo superior" e sabia que poderia atingir a vítima. Por outro lado, os juízes consideram tratar-se de um homicídio agravado pelo facto de o filho menor da vítima ter presenciado a morte da mãe, para além de o arguido ser casado e com filhos e, daí, estar a "incumprir com os deveres conjugais" ao manter uma relação com outra mulher. #Justiça