Uma adolescente romena, a viver em Ovar, sofria de abusos sexuais desde os 10 anos. O caso foi descoberto recentemente pela Polícia Judiciária do Porto e o casal romeno já está a ser interrogado no Tribunal de Santa Maria da Feira, como avança hoje, dia 16, o Correio da Manhã. A menina, que foi comprada por este casal aos 12 anos, viveu os últimos cinco anos como uma autêntica escrava, sendo obrigada a roubar e a tratar das tarefas domésticas, enquanto era recorrentemente abusada sexualmente. Engravidou aos 14 anos e foi agora libertada, claramente vítima de maus-tratos.

Aos 10 anos, foi vendida pelos pais a um casal da Irlanda para ser uma escrava sexual.

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O caso foi rapidamente descoberto e a criança devolvida aos pais na Roménia. Contudo, estes voltaram a vender a filha, desta feita para um casal romeno a viver em Ovar e que já tinha antecedentes criminais, relacionados com a migração ilegal. Desde essa altura, a agora adolescente foi obrigada a servi-los, como se de uma escrava se tratasse. Se em casa era abusada pelo casal e o filho do casal, durante o dia era obrigada a roubar, avança o Correio da Manhã.

Terá sido num desses furtos que o caso chegou à Polícia Judiciária do Porto e começou a ser investigado. Quando libertada, a jovem aparentava claros maus tratos e sinais de violência física e sexual. O casal desmente todas as condenações, contudo a adolescente de 17 anos já terá contado pormenorizadamente toda a sua dramática história de vida.

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De abusos sexuais, escrava de casa a um casamento forçado e a uma gravidez aos 14 anos, tudo isto resume os últimos cinco anos desta jovem romena a viver em Ovar.

O casal foi interrogado esta quarta-feira no Tribunal de Santa Maria da Feira, enquanto a jovem já está institucionalizada. A Polícia Judiciária pretende agora descobrir todos os contornos da compra e venda desta jovem romena e quais terão sido os seus valores. O casal vivia do rendimento mínimo e já tinha antecedentes de migração clandestina, noticia o Correio da Manhã. Também por isso, o caso está a chocar o país e as pessoas questionam-se como uma adolescente viveu durante cinco anos nestas condições sem que ninguém tivesse denunciado a situação.

#Crime #Emigração