Um jovem de 22 anos e um homem de 57 anos foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ), suspeitos de serem os autores do #Crime de homicídio de um homem de 67 anos, na madrugada do passado domingo, 28 de Junho. Um crime bárbaro que chocou a população de Serra de Castros, na freguesia de Maiorca, no concelho da Figueira da Foz. A vítima foi encontrada sem vida num anexo à sua residência, com sinais de violência extrema e com uma orelha cortada. Segundo a PJ, um dos suspeitos, o mais velho, tem antecedentes criminais.

De acordo com a Directoria do Centro da Polícia Judiciária, os dois detidos, sem profissão, terão alegadamente praticado o crime, com recurso a armas brancas, na "sequência de um desentendimento anterior". "Os suspeitos decidiram vingar-se, surpreendendo e atacando" Armando Luís, um reformado de 67 anos de idade, na sua residência, em Serra de Castros, "desferindo-lhe diversos golpes, em várias zonas do corpo, que lhe provocaram a morte".

Ainda, de acordo com a mesma directoria da PJ, ambos os detidos têm residência fora da região da Figueira da Foz: um é oriundo da zona Norte do país e outro da zona Sul. O jovem de 22 anos terá acompanhado o homem de 57 anos, na alegada prática daquele homicídio "por solidariedade". O homem possui antecedentes criminais também pela prática de um crime de homicídio. Terá sido libertado da prisão há cerca de um ano, após ter cumprido uma pena de 22 anos.

Os dois detidos foram apresentados esta quarta-feira, 1 de Julho, ao juiz de instrução criminal de Coimbra para lhes serem aplicadas as respectivas medidas de coacção.

Armando Luís, que vivia em Serra de Castros há mais de 40 anos, estava reformado e possuía mobilidade condicionada provocada por um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que o atingiu há alguns anos. Cerca das três horas de madrugada do passado domingo, a filha da vítima recebeu uma chamada telefónica do pai, onde só conseguiu ouvir gemidos de sofrimento. Alertadas as autoridades, o corpo do homem viria a ser localizado num anexo da sua casa, "parcialmente camuflado, com sinais evidentes de crime e com uma violência extrema", segundo relatou Nuno Osório, comandante dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz. #Justiça