A Unidade de Acção Fiscal da Guarda Nacional Republicana pôs a mão a três indivíduos, dois homens e uma mulher, com idades entre os 35 e os 49 anos de idade, que vendiam material contrafeito através da rede social Facebook. Na operação, que resultou de uma investigação desenvolvida nos últimos 9 meses, foram apreendidos cerca de 3.000 artigos que seriam vendidos como originais de várias marcas conceituadas. Entre os artigos apreendidos encontram-se calçado, peças de vestuário, acessórios, entre outros, num valor estimado em cerca de 110 mil euros. Os arguidos encontram-se "indiciados da prática dos crimes de venda, circulação e ocultação de artigos, fraude sobre mercadorias e contrafacção, imitação e uso ilegal de marca", refere um comunicado do Destacamento de Acção Fiscal de Coimbra da GNR.

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De acordo com o mesmo Destacamento, foram apreendidos aos mesmos arguidos, para além dos artigos destinados à comercialização, diversa documentação relacionada com a actividade que exerciam, equipamentos informáticos e de comunicação móvel, cerca de 2 mil euros em dinheiro e dois automóveis. A investigação, iniciada há cerca de 9 meses, teve origem numa queixa apresentada por comerciantes de Mortágua, onde reside o principal arguido. Neste fim-de-semana a Unidade de Acção Fiscal da GNR realizou diversas buscas, em vários veículos, domicílios, uma oficina e um armazém, em localidades dos distritos da Guarda, Viseu, Aveiro e Porto.

A GNR não tem dúvidas de que o circuito, agora desmantelado, visava a venda de "réplicas falsificadas de calçado, vestuário e acessórios de várias marcas registadas e conceituadas".

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Para o efeito, usavam, sob anonimato, um perfil criado no Facebook, que funcionava como uma autêntica loja. Os compradores efectuavam as suas encomendas, os arguidos expediam os artigos para clientes portugueses e estrangeiros, concretizando negócios à margem das "formalidades legais" e até da tributação fiscal.

"Neste esquema fraudulento, o responsável pela operacionalização das vendas ilegais à distância, contava com a colaboração de um dos indivíduos também constituídos arguidos, residente em Aveiro e com ligações familiares a feirantes", lê-se no comunicado. Através da divulgação de fotos dos artigos, os arguidos conseguiam vendê-los a preços próximos aos valores de mercado, contrariamente ao que acontece, habitualmente, com os produtos contrafeitos, que são comercializados a preços mais baixos. #Crime #Polícia