Foi desconvocada a #Greve do Metropolitano de Lisboa e da Carris, prevista para a próxima quarta-feira, dia 15 de julho. Os sindicatos da União Geral de Trabalhadores (UGT) e da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), assim como os de outras organizações independentes, confirmaram a decisão na tarde desta sexta-feira. A greve do Metro havia sido um pedido expresso do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA). Por seu lado, a da Carris havia sido convocada, para além desse organismo, pelo Sindicato Nacional de Maquinistas, pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) e pela Associação Sindical do Pessoal de Tráfego da Carris (ASPTC).

A decisão de desconvocar a greve foi tomada após uma reunião entre representantes de todos os sindicatos do setor dos #Transportes Públicos, que decorreu na passada terça-feira, dia 7 de julho. Nela ficou estipulado o recuo nas intenções dos protestos do próximo dia 15, que tem como principal objetivo concentrar esforços numa greve de maiores dimensões, envolvendo "o maior número de empresas do setor", conforme pode ser lido no comunicado emitido pelas organizações sindicais.

Esta intenção é reforçada por dirigentes destas entidades. Em declarações ao jornal "Público", Sérgio Monte, responsável do SITRA, referiu que existem "condições para fazer uma greve nacional no setor envolvendo o maior número de empresas públicas possível". Já o dirigente da Fectrans, José Manuel Oliveira, acrescentou que está a ser feita "uma discussão mais abrangente, que envolva as outras empresas do sector dos transportes que serão concessionadas".

Embora as organizações sindicais tenham remetido a referida paralisação geral para "data a definir", o "Público" avança que esta nova greve está prevista para o próximo mês de agosto. Assim, os protestos levados a cabo contra a intenção do Estado de concessionar várias empresas de transportes em Lisboa ganham ainda mais força, depois de 2015 já estar na história como o ano em que se registou o maior número de greves do Metro.