Todos os corpos de #Bombeiros do país estão com as suas bandeiras a meia haste pela morte de José Joaquim Mendes Moreira, bombeiro voluntário da Corporação de Carcavelos e São Domingos de Rana. O bombeiro, de 41 anos de idade e pai de dois filhos menores, morreu na sequência do despiste do veículo tanque onde seguia. O veículo estava a ser conduzido por Hugo Guerreiro, bombeiro de 1ª da mesma corporação, com 31 anos, que se encontra internado no hospital. Ambos seguiam, na tarde de ontem, 19 de Agosto, no veículo para acudir a um incêndio rural na Serra das Ligeiras, na freguesia de Rio de Mouro, concelho de Sintra.

Para além da determinação da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) para que todas as associações humanitárias e corpos de bombeiros coloquem as suas bandeiras a meia haste, também a Câmara Municipal de Cascais decretou 3 dias de luto como forma de homenagear o soldado da paz.

Publicidade
Publicidade

Também em homenagem à memória do mesmo, as sirenes dos bombeiros de todo o país irão tocar no momento em que a urna com o corpo descerá à terra, cuja hora ainda não estava confirmada, à hora da redacção deste texto. Por sua vez, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) expressou, numa breve nota de imprensa, as suas “sentidas condolências” pela morte daquele Bombeiro de 2ª. A Autoridade manifesta o seu “profundo pesar” pelo falecimento de “um companheiro, um bombeiro, um operacional da protecção e socorro”.

Também numa nota, o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, enalteceu a atitude de José Moreira, referindo que o mesmo “não hesitou em acudir o próximo” e em “proteger o seu concelho das ameaças e dos perigos”.

A morte daquele bombeiro voluntário de Carcavelos e São Domingos de Rana, ocorreu no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, poucas horas depois do acidente com o autotanque onde seguia.

Publicidade

O veículo entrou em despiste e capotou quando se deslocava para o teatro das operações, no concelho de Sintra.

Jaime Marta Soares, presidente do conselho executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses, para além de apresentar as “sentidas condolências” à família do bombeiro e à corporação a que pertencia, aproveitou a ocasião para expressar um agradecimento e reconhecimento às mulheres e homens que, de farda vestida, protegem as populações e socorrem as vidas e os haveres dos cidadãos, mesmo que para tal, muitas vezes, tenham de arriscar a sua própria vida.