Um madeireiro de 48 anos de idade é suspeito de ter ateado, ontem, 10 de Agosto, vários incêndios florestais no concelho de Penacova. O homem foi apanhado em flagrante por populares, que o entregaram à Guarda Nacional Republicana (GNR) que, por sua vez, o encaminhou para a Polícia Judiciária (PJ). Os investigadores suspeitam que o indivíduo tenha sido o autor de um grande #Incêndio que deflagrou naquele mesmo concelho do distrito de Coimbra. Ao detido juntam-se outros dois, entre eles um jovem de 20 anos de idade, igualmente detidos pela Polícia Judiciária suspeitos da prática do mesmo #Crime, um em Chaves e outro na Póvoa de Varzim.

Num comunicado enviado esta terça-feira, 11 de Agosto, à imprensa, a Polícia Judiciária refere que “em estreita colaboração com a GNR de Penacova, recebeu um homem detido por populares em flagrante delito pela presumível prática de um crime de incêndio florestal, ocorrido ontem cerca das 22 horas”. O mesmo documento esclarece que o suspeito recorreu ao uso de “chama directa” para iniciar “dois focos de incêndio, próximos um do outro” numa zona de “extenso coberto florestal”. Incêndios esses que foram “de imediato apagados pelos mesmos cidadãos que procederam à detenção”, adianta o mesmo comunicado.

A Polícia Judiciária afirma que “há ainda fortes indícios” de que aquele indivíduo tenha sido o autor de um “grande incêndio” que eclodiu no mesmo dia no mesmo concelho de Penacova. Segundo o histórico disponibilizado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), trata-se de um incêndio que deflagrou às 18:20 horas em Oliveira do Mondego e que envolveu nas operações de combate 215 bombeiros auxiliados por 65 veículos e um meio aéreo, tendo sido extinto só na madrugada desta terça-feira.

Por outro lado, num outro comunicado enviado à imprensa, a Polícia Judiciária deu conta da detenção de um outro homem de 39 anos de idade, pastor, “fortemente indiciado” pela prática, igualmente, do crime de incêndio florestal, desta vez no concelho de Chaves. É suspeito de ter ateado 4 incêndios numa freguesia daquele concelho, que “consumiram diversas áreas de mancha florestal”. Segundo a PJ, os incêndios ocorreram nos dias 28 e 30 de Julho e 3 e 5 de Agosto, tendo colocado em perigo “grandes manchas florestais, constituídas por mato e diverso tecido arbóreo de valor elevado, que apenas não foram consumidas devido à rápida detecção e intervenção dos bombeiros”.

Ainda nesta terça-feira, a mesma polícia criminal comunicou a detenção de um terceiro suspeito da prática de dois crimes de incêndio florestal, ocorridos ao final da manhã dos dias 18 e 19 de Maio deste ano no concelho de Póvoa de Varzim.

“O arguido, actuando por motivos fúteis e num quadro de diversão, deslocava-se numa bicicleta por caminhos florestais próximos do local de residência e usando um isqueiro iniciou 2 focos de incêndio florestal”, informa a PJ, adiantando tratar-se de um jovem de 20 anos de idade, “cantoneiro inactivo” e “sem antecedentes policiais”.