A Presidente do CPR (Conselho Português para os Refugiados) revelou hoje à Agência Lusa que está a crescer o número de cidadãos portugueses que se estão a disponibilizar para acolher crianças e famílias de refugiados. Várias outras organizações (empresariais e não só) também têm manifestado sensibilidade para com as várias pessoas que tentam fugir aos conflitos armados no seu país. Segundo revela hoje, dia 27, o Observador, em breve Portugal irá receber aproximadamente 1500 refugiados, maioritariamente oriundos da Síria. A mesma fonte adianta que vários ministérios do governo português estarão a planear futuramente uma estratégia que visa o auxílio humanitário prestado aos mais necessitados.

Teresa Tito Morais, atual Presidente do CPR, revelou que as imagens, que mostram milhares de pessoas em desespero por fugirem de conflitos armados nos seus respetivos países, estão a sensibilizar vários lusitanos. Ao longo do presente mês vários cidadãos de Portugal já manifestaram inclusive o interesse em acolher, pelo menos, uma família de entre as milhares que se encontram nesse género de situação. Teresa entende estas reações como sendo um sinal da crescente tendência de mobilização da sociedade face a fazer algo quanto a este problema.

O CPR tem recebido várias propostas por parte de várias entidades que manifestaram a vontade de oferecer empregos para os refugiados. A organização presidida por Teresa planeia estipular futuramente um protocolo em conjunto com uma empresa de gestão de recursos humanos que permitirá que vários emigrantes sejam empregados dentro do setor da agricultura.

Uma estratégia que pretende promover o auxílio humanitário está neste momento a ser desenvolvida por parte dos Ministérios da Administração Interna, Defesa Nacional, Educação, Negócios Estrangeiros, Saúde e Segurança Social. Além disso, outras entidades, tais como a Cruz Vermelha Portuguesa e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, já manifestaram disponibilidade para fornecer recursos necessários para apoiar os necessitados, entre os quais a intenção de construir, no futuro, um centro de acolhimento. 

No entanto, Teresa Tito Morais lamenta que apenas 1500 refugiados possam ser acolhidos em Portugal, salientando que todos os dias na Grécia chegam cerca de 2500 pessoas em situação de refugiados. #Causas #Violência