Uma menina de 7 anos de idade morreu esta sexta-feira, 21 de Agosto, na sequência de um colisão entre o veículo, onde viajava com os avós, e um comboio. O acidente ocorreu pouco antes das 10:30 horas numa passagem de nível de Dois Portos, no concelho de Torres Vedras. Os avós, ambos na casa dos 70 anos de idade, sofreram ferimentos e tiveram de receber apoio psicológico. A circulação ferroviária na linha do Oeste esteve interrompida durante cerca de uma hora.

Uma distração durante a condução poderá estar na causa do trágico acidente que acabou por vitimar uma menina de 7 anos. O condutor do automóvel ligeiro de passageiros, um homem de 70 anos de idade, avô da criança, ter-se-á distraído com um camião estacionado no local e derrubado as cancelas da passagem de nível no preciso momento da passagem de um comboio de passageiros. O acidente ocorreu na passagem de nível localizado junto à estação ferroviária de Dois Portos. O comboio não conseguiu evitar a colisão com o automóvel, um Renault Clio, tendo-o arrastado ao longo de alguns metros. O embate deu-se na parte de trás do veículo, do lado da cadeirinha onde seguia a menina, que sofreu ferimentos graves.

Apesar de ter sido socorrida no local e transportada ao Hospital Distrital de Torres Vedras, a menina viria a falecer pouco depois. A unidade hospitalar informou os jornalistas, através de um comunicado, que a criança foi transportada em “manobras de reanimação cardiorrespiratória”, que não se revelaram suficientes para fazer reverter o estado, acabando por morrer.

Quanto ao avô da criança, também transportado para o mesmo hospital, sofreu um “trauma torácico” tendo permanecido em “observação” mas “clinicamente estável”. Já a sua mulher, de 69 anos de idade, sofreu uma lesão na cabeça tendo sido socorrida e transportada para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, por via terrestre.

Para o local foram mobilizados 22 operacionais da Corporação de Bombeiros de Torres Vedras, auxiliados por 8 veículos, tendo sido accionados, ainda, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que não chegou a ser utilizado. #Acidente Rodoviário