Um homem de 29 anos de idade está em prisão preventiva, desde a passada sexta-feira, 4 de Setembro, depois de ter repetido os mesmos crimes no espaço de 4 meses. O indivíduo, reformado por invalidez, é suspeito da “prática reiterada dos crimes de burla qualificada e de usurpação de funções”, segundo refere um comunicado da Polícia Judiciária. A sua companheira, de 25 anos de idade, foi também detida por cumplicidade, tendo ficado obrigada a apresentar-se diariamente às autoridades. A investigação esteve a cargo do Departamento de Investigação Criminal de Leiria.

De acordo com um comunicado da Polícia Judiciária, enviado à imprensa esta terça-feira, 8 de Setembro, o indivíduo fazia-se passar por agente da autoridade, designadamente da Guarda Nacional Republicana e da própria Polícia Judiciária, bem como de inspector da Autoridade Tributária e da Segurança Social, para abordar “centenas de potenciais vítimas”, especialmente empresários. Para o efeito, recorria a chamadas telefónicas ou à Internet para as convencer que estavam em incumprimento perante a lei, pedindo-lhes para depositar “quantias significativas” em contas bancárias controladas por si, a fim de regularizarem as supostas multas.

A investigação, que está a apurar ainda a totalidade do montante proveniente daquelas burlas, acredita que a sua companheira, desempregada, era conivente naquele estratagema, já que o casal vivia do rendimento angariado com aquele esquema ilícito.

O suspeito já tinha sido detido no mês de Maio pela suspeita da prática de cerca de três dezenas dos mesmos crimes, tendo na ocasião o tribunal decretado como medida de coação a apresentação diária junto das autoridades policiais. Uma obrigação que deixou de cumprir, prosseguindo no entendimento da investigação, a prática dos mesmos ilícitos criminais, chegando ao conhecimento da Polícia Judiciária mais de uma dezena de queixas.

De acordo com o jornal Público, o homem tem antecedentes criminais, tendo sido condenado a pena de prisão por diversos crimes relacionados com roubo, passagem de moeda falsa e tráfico de droga. Diz o mesmo jornal que o indivíduo inspirou-se no inspector da Polícia Judiciária que o investigou anteriormente para imaginar e criar o esquema de burla agora colocado em prática junto de dezenas de vítimas. #Crime