A polícia utilizou gás pimenta para afastar os manifestantes prejudicados pelo papel comercial do BES, na sede do Novo Banco, na Avenida da Liberdade, repetindo-se, assim, o cenário de confrontos registado noutras ocasiões, como no passado mês de Abril, por exemplo. A reacção do forte dispositivo das autoridades surgiu como resposta ao facto de os gradeamentos terem sido derrubados por alguns cidadãos, munidos com apitos e tambores. As grades tinham sido colocadas para evitar a aproximação ao edifício daquela instituição bancária. Destaque para a presença de Henrique Neto, candidato à Presidência da República, que se associou ao grupo de lesados, segundo notícia do diário Observador. Depois da presença na Avenida da Liberdade, os manifestantes planearam passar pela Rua Augusta e pela sede do Banco Portugal, na Baixa lisboeta.

Negócios "made in" China

A #Manifestação surgiu 48 horas depois de o Novo Banco ter encaixado 379 milhões de euros, pagos pela Haitong Bank, de origem chinesa, após a venda do BES Investimento. Por outro lado, perspectiva-se que a Fosun, igualmente sedeada na China, possa adquirir os activos bons do BES. Ao que tudo indica, a Anbang, igualmente chinesa, foi a instituição que não chegou a acordo com o Banco de Portugal para a compra do banco que era liderado por Ricardo Salgado. Apesar das dificuldades nas negociações com os clientes lesados, o Novo Banco conseguiu chegar a acordo com 3.500 dos 7.000 cidadãos prejudicados. Por isso, 720 milhões de euros, utilizados em diversas aplicações, podem ficar disponíveis, segundo notícia do Diário Económico publicada no último mês.

Ânimos exaltados

As últimas 24 horas de Lisboa têm sido marcadas, portanto, por momentos bastantes agitados. A manifestação dos lesados do BES surgiu depois dos protestos dos taxistas, aproximadamente 400 na capital portuguesa, que discordam do serviço de transportes de passageiros promovido pela Uber, tal como publicou a edição portuguesa da Blasting News. A polémica estendeu-se, entretanto, aos taxistas, num total de 4.000, em cidades como Porto e Faro. #Bancos