Francisco Martins, de 38 anos de idade, morreu ao início da tarde desta quarta-feira, 21 de Outubro, alegadamente vítima de doença súbita. O momento trágico ocorreu quando o bombeiro, da Corporação de Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, estava a intervir numa operação de socorro. O “soldado da paz” encontrava-se a acudir um rapaz de 12 anos, vítima de uma queda num estabelecimento de ensino. Numa mensagem, a Corporação de #Bombeiros destaca o perfil de Francisco Martins, que amava salvar vidas.

A tragédia ocorreu cerca das 13h30 quando os Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres enviaram meios de socorro para a Escola Básica 2,3 local para acudir um rapaz de 12 anos de idade que tinha caído do corrimão de uma escada e sofrido ferimentos considerados graves. Francisco Martins integrava a equipa dos socorristas da Corporação de Bombeiros quando caiu inanimado, no preciso momento que se baixou para prestar assistência ao jovem aluno.

Fontes da Autoridade Nacional de Protecção Civil e da Guarda Nacional Republicana disseram à agência Lusa que o bombeiro terá sido vítima de doença súbita, segundo escreve o Diário de Notícias. Um ataque fulminante que atingiu o bombeiro no preciso momento que “se baixou para abordar a vítima”, referiu o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda.

No local estiveram 12 operacionais e quatro veículos dos Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que transportou a criança para o Hospital Pediátrico de Coimbra.

A morte do bombeiro gerou uma onda de contestação e solidariedade entre os companheiros, não só da Corporação a que pertencia, mas também de outras corporações de bombeiros do país. Numa mensagem publicada na sua página do Facebook, os Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres destacam as características do “companheiro” Francisco Martins. O texto considera que os bombeiros não são “super heróis” porque não têm “poderes mágicos”, nem são anjos porque não têm asas, nem ainda “inconscientes” porque sabem os riscos que correm. São homens e mulheres que amam o que fazem, até porque “ser bombeiro é saber amar”, lê-se na mensagem, frisando que Francisco Martins era tudo aquilo.