O mau tempo que está a assolar o país neste sábado, 17 de Outubro, não pára de fazer estragos. As fortes rajadas de vento provocaram ferimentos em algumas pessoas, para além de terem arrastado um navio petroleiro para a costa de Cascais e obrigado alguns aviões a desviarem a sua rota. Apesar do aviso emitido pelo Comando Nacional de Operações do Socorro, alertando para chuvas intensas e ventos fortes, o Conselho Português de Protecção Civil (CPPC) critica a inutilidade dos serviços de protecção civil relativamente à prevenção.

Numa mensagem difundida ao início da tarde deste sábado, aquele Conselho Português afirma que “o país está hoje cheio de provas de improficuidade dos serviços de protecção civil no que concerne à prevenção”, referindo que o aviso à população emitido pela Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC) não chegou ao conhecimento de “milhões de portugueses” bem como “à esmagadora maioria dos turistas que estão de visita a Portugal”. Por outro lado, o mesmo organismo frisa que a informação transmitida pelos diversos meios de comunicação social foi insuficiente, designadamente quanto às recomendações sobre os procedimentos a tomar em relação ao risco de “passar ou parar por debaixo de árvores ou objectos” que possam voar e provocar danos e feridos.

De referir que durante a manhã a queda de um ramo de uma árvore de grande porte junto a uma esplanada em Sintra, uma das regiões mais afectadas com o mau tempo, provocou ferimentos ligeiros em duas pessoas. A queda de árvores foi uma constante em toda a região da Grande Lisboa, o que forçou os serviços municipais de protecção civil a interditar diversas vias à circulação rodoviária, como foi o caso dos acessos a toda a Serra de Sintra e à marginal de Paço de Arcos e Oeiras..

Por outro lado, também o tráfego aéreo foi afectado com os ventos fortes, impedindo a aterragem de algumas aeronaves no Aeroporto da Portela, desviando-as para o Porto e Faro.

Entretanto, a meio da tarde as autoridades marítimas estavam a realizar operações para resgatar os cerca de 20 tripulantes de um petroleiro com cerca de 200 metros de comprimento que encalhou na zona de Cascais, depois de ter sido arrastado pelo vento e pelas agitação do mar. #Catástrofes Naturais