Um agente da PSP de Tomar foi encontrado sem vida na terça-feira, dia 10 de Novembro, em Abrantes. As primeira suspeitas apontam para a tese de suicídio. O homem estava desaparecido desde segunda-feira à noite, altura em que enviou uma mensagem à família. A confirmar-se a tese de suicídio, este será mais um a acrescentar a um rol imenso de suicídios este ano. Números obrigam a uma profunda reflexão.

Um agente da Polícia de Segurança Pública na divisão de Tomar foi encontrado nesta terça-feira sem vida junto à localidade de Bemposta, no concelho de Abrantes. Segundo noticia a Rádio Hertz, de Tomar, o homem de 42 anos foi encontrado morto dentro do seu próprio automóvel e com a arma de serviço junto ao corpo, pelo que a suspeita é a de que tenha cometido suicídio. A confirmar-se, este é mais um caso, a juntar aos muitos que têm ocorrido nos últimos meses em Portugal, e que fazem aumentar a preocupação e a procura de explicações.

Em vário estudos feitos, a primeira tentativa de explicação, e que parece ser mais ou menos óbvia, tem a ver com o facto de as forças de autoridade (incluindo-se aqui GNR e PSP), terem fácil acesso às armas, pelo que a grande esmagadora dos suicídios é feita com a arma de serviço. Outra das explicações tem a ver com o facto de muitas destas pessoas sofrerem de isolamento permanente, pois muitas vezes estão deslocadas a centenas de quilómetros da restante família. A acrescentar a isto, factores como o próprio stress relacionado com a função e factores económicos e sentimentais têm feito com que, dia após dia, o suicídio de militares faça as capas de jornais, sem que se encontre uma explicação para o sucedido.

Ainda num estudo recente, realizado em Abril de 2015 e publicado na Revista Sábado, e da autoria das médicas Susana Pinto Almeida e Sofia Fonseca, era revelado que cerca de 7% dos militares da GNR já tentou o suicídio e 15% já ponderaram pelo menos uma vez ao longo da sua carreira pôr termo à sua vida. O estudo, baseado num inquérito anónimo a 1100 agentes, reforça assim a ideia que é preciso tomar medidas de base, de forma a evitar a continuação desta tragédia a nível nacional. #Polícia