Portugal, apesar de ter aberto as suas portas para quase 5 mil refugiados, a verdade é que, pelo menos para já e até ao Natal, somente 50 aceitaram as condições do país. Em entrevista ao jornal “Diário de Notícias”, Luís Gouveia, dirigente dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, garantiu que Portugal, bem como outros Estados Membros, são muitas vezes colocados de parte por parte dos refugiados por não terem conhecimento das condições desses países, dando sempre natural preferência a países do norte da Europa. Ainda assim, mesmo com um trabalho intenso por parte do Governo português para convencer o máximo de pessoas possível a rumarem a Portugal, a missão está a revelar-se muito complicada.

Apesar de estarem a viver em condições verdadeiramente desumanas, a maioria dos refugiados revela pouca vontade em rumar a países que não sejam os nórdicos, onde estão incluídos Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia, ou então a Alemanha. As garantias de boas condições de vida, bem como a grande comunidade de refugiados já existente nesses países, levam a que os migrantes prefiram esperar pelas suas oportunidades, recusando as ofertas de outros países.

Ciente dessa dificuldade em “educar” os refugiados, Luís Gouveia revelou ao canal “Sic Notícias” que existe de facto uma resistência inicial por parte dos migrantes e que Portugal está a fazer de tudo para alertar os refugiados que estão nos campos de Itália e Grécia para as condições de vida do país, mas também para as ofertas que vão dispor se optarem por serem ajudados pelos portugueses. Recentemente, um avião, com destino a Espanha, tinha disponíveis 40 vagas para os migrantes, contudo só 14 optaram por abandonar os campos, tal como informa o jornal “Diário de Notícias”.

Sendo que Portugal está disponível para ajudar imediatamente 100 refugiados, a falta de interesse revelada pelos migrantes quanto à ajuda nacional leva a que estas vagas não tenham data ainda para ser preenchidas. Por outro lado, a chegada de refugiados ao norte da Europa está a ser de tal forma descontrolada que a Suécia revelou hoje, dia 28 de novembro, que não sabe do paradeiro de 14 mil refugiados. #Emigração