Segundo o site do Correio da Manhã, o julgamento da professora Paula Fernandes, de 45 anos, sentenciada a 13 anos e meio de prisão por ter morto o filho recém-nascido, vai ser novamente repetido por ordem do Supremo Tribunal de #Justiça. Os juízes conselheiros solicitam uma avaliação psiquiátrica à arguida de forma a perceber o que fundamentou o #Crime. O objetivo da perícia psiquiátrica é compreender em que circunstâncias psíquicas e emocionais a professora se encontrava no dia do homicídio, a 11 de maio de 2011. 

Segundo o acórdão "a personalidade da recorrente, que emerge da ‘normalidade’ da sua vida familiar e profissional e a ausência de motivos para o ato, com que as instâncias passivamente se conformaram, reclamam uma ulterior indagação no sentido do esclarecimento do estado psíquico e emocional da recorrente ao longo da gravidez".

A docente Paula Fernandes matou o filho recém-nascido na casa de banho da escola primária de Ponte de Vagos, onde lecionava, tendo sido condenada pelo ato. A professora, mãe de duas crianças menores, colocou o bebé em sacos de plástico depois de o ter asfixiado e ocultou o corpo na bagageira do carro. 

Uma hemorragia levou a docente a ser internada. O corpo do recém-nascido foi descoberto pela cunhada, Marion Tavares, dois dias depois. Durante o julgamento a professora alegou que o filho nasceu morto. 

Mãe que matou bebé volta a tribunal

De acordo com o site do Correio da Manhã, outro caso que voltou à justiça, em setembro deste ano, é o do bebé morto e abandonado pela mãe num tanque e embrulhado num tapete. Maria José Vilela voltou a ser julgada pelo Tribunal de Penafiel pelo crime que cometeu em junho de 2011, após ter escondido a gravidez durante nove meses. 

Depois de o tribunal ter condenado a mãe a cinco anos com pena suspensa, a defesa alegou que o bebé nasceu sem vida, não tendo havido crime. 

A mãe do menino, que nasceu em casa no dia 24 de junho de 2011, em Paços Ferreira, manteve-se em silêncio em tribunal, mas foi condenada. Atualmente com 42 anos, volta a ser julgada, pois a Relação autorizou o recurso.