Governo PS (Partido Socialista) apresentou, na sua proposta de Governo, a reposição de quatro feriados nacionais, que se realizará em duas fases. Já na primeira fase, serão "devolvidos" os feriados civis, sendo o 5 de Outubro (Implantação da República), e o 1º de Dezembro (Restauração da Independência). Na segunda fase, serão negociados os feriados religiosos, o de Corpo de Deus em Junho (feriado móvel), e o 1º de Novembro, dia de todos os Santos.

 A partir deste ano, os feriados que desapareceram em 2012, por acção do anterior executivo, voltam ao activo. Esta proposta do Partido Socialista foi apresentada para apreciação na reunião da Comissão Nacional do partido, que se realizou esta sexta-feira à tarde, na sede do largo do Rato. A proposta em documento esclarece as motivações que levaram o PS, negociando com PCP e BE, a reactivar os quatro feriados. Neste Domingo, a Comissão Política socialista irá avaliar o programa de governo e e sua estabilidade em relação à coligação de Esquerda.

Oposição com reservas

Nnas bancadas do PSD e CDS-PP sentiu-se a abstenção, embora o deputado Filipe Lobo d' Ávila tenha salientado a ironia de ver o Bloco de Esquerda a defender um feriado religioso, como é o do Corpo de Deus. Os projectos aprovados vão ser discutidos na especialidade na comissão parlamentar de Trabalho e Segurança Social obrigando assim, a alterar o Código do Trabalho.

 Todavia, #Paulo Portas anunciou hoje que deve ser feita uma reavaliação da reposição dos feriados, recordando que a reposição estava prevista até 2017. Paulo Portas diz ainda “convém que o PS faça o trabalho de casa” para saber o que propões para o futuro dos portugueses.

Feriados: uma questão do tempo da Troika 

Aaté 2012 Portugal teve 13 feriados, tendo o anterior Governo suprimido quatro dias. Contudo, estava previsto até 2017 na agenda do Governo reactivar quatro feriados. Entre 2012 e 1016, Portugal passou um período de crise mas, aos poucos, regressa-se à normalidade. Obviamente, para o trabalhador, mais uns dias de descanso fazem sempre falta. Portugal agradece. Em todo o caso, sobre este assunto, como afirmou Paulo Portas, deve ser reavaliado “para que não haja nenhuma crítica relativamente à proximidade das eleições, e que este assunto seja rematado já passado o quadro eleitoral.” #Religião