Como habitualmente, o Ano Novo traz preços novos, sem que o aumento do custo de vida seja uma novidade. Ainda que os níveis de inflação estejam controlados, devido à dinâmica criada pelas regras do euro, a chegada de um novo ano traz consigo subidas nos preços de vários elementos essenciais do dia-a-dia, que rapidamente se fazem sentir nas carteiras. Veja quais os principais aumentos deste Ano Novo.

Eletricidade

Desde dia 1 de janeiro de 2016, os consumidores domésticos que estão fora do mercado livre de energia estão a ver um aumento de 2,5% na sua faturação. Isto significa um total de 1,9 milhões de pessoas atingidas por esta medida.

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Os beneficiários de tarifa social também não se vão ver livres da subida, neste caso no valor de 0,9%.

Telecomunicações

Quanto às telecomunicações, o aumento será também de 2,5%, em média. Este é o valor apresentado pelas operadoras MEO e Vodafone. A primeira já aplicou a subida de preço no dia 1 de janeiro. Em relação à Vodafone, o aumento será aplicado a 13 de janeiro. A Vodafone Portugal adianta que o aumento dos seus serviços será de 2 a 3%, dependendo do serviço específico que cada consumidor usufrui.

Gás

Continuando a falar de serviços domésticos, também a tarifa do gás irá subir. Neste caso os novos preços só devem ser aplicados em julho, pelo que ainda não conhecemos o seu valor. Convém recordar que, em julho de 2015, o valor da faturação do gás tinha sofrido uma descida que, no caso dos consumidores domésticos, seria de 3,5%.

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A EPAL aponta para um acréscimo médio de 33 cêntimos nas faturas dos consumidores domésticos. No entanto, ao contrário da eletricidade, vão manter-se as tarifas especiais – social e familiar.

'Despensa'

Encher a despensa de casa também fica um pouco mais caro em produtos como pão (com uma subida entre os 2% e os 3%). Este aumento é justificado pelo acréscimo do custo na energia e também dos salários pagos aos trabalhadores da área (ou seja, aumento de custos na produção.) Também pagaremos mais pelo leite, aumento que só está previsto de ser aplicado no segundo semestre de 2016. Neste caso os preços são geridos pela própria distribuição do produto e não necessariamente pelos produtores. Estas subidas de preço mostram-nos a ligação de toda a realidade económica do país.

Transportes Públicos

Desengane-se quem pensar que tudo é mau, pois os transportes públicos de Lisboa e Porto mantêm as suas tarifas inalteradas. O mesmo acontece em 91% do total das portagens portuguesas.

Salário Mínimo aumenta

Para quem já está a fazer contas às suas despesas, recordamos que o salário mínimo nacional sofreu um aumento para os 530€ desde o primeiro dia do 2016, o que poderá ser uma ajuda nestas subidas de preços. Sugerimos ainda que fique atento às promoções das grandes superfícies comerciais, que já se tornaram uma febre em Portugal. #Alimentação