A bebé, irmã de Rodrigo Lapa que foi assassinado, alegadamente pelo padrasto, foi esta sexta-feira, 4 de Março, retirada à mãe. A menina, de apenas seis meses, foi acolhida por uma instituição do Algarve após intervenção da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Portimão. A mãe, Célia Barreto, tem sido fortemente criticada por nunca ter revelado qualquer tipo de emoção perante o desaparecimento do filho, de 15 anos. Entretanto, o corpo do rapaz foi reclamado e já levantado pelo pai para que sejam realizadas as cerimónias fúnebres.

Em declarações à agência Lusa, o jurista da Comissão Nacional de Promoção dos Direito e Protecção das Crianças e Jovens, explicou que a institucionalização da bebé resultou de uma “medida cautelar” aplicada pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Portimão, após consentimento da própria mãe. Caso a progenitora não tivesse dado o seu aval, o processo teria de ser encaminhado para tribunal para que houvesse uma decisão judicial.

Durante o acolhimento residencial da bebé, ainda sem tempo definido, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens irá avaliar e diagnosticar a situação da família, conjuntamente com a mãe, para que seja tomada uma “decisão segura e definitiva quanto ao futuro”. Recorde-se que já foi tornado público que aquele agregado familiar já estava sinalizado pela mesma Comissão há cerca de cinco anos.

O caso remonta ao passado dia 22 de Fevereiro, quando Rodrigo Lapa foi dado como desaparecido depois de não ter regressado a casa após as aulas. A mãe, Célia Barreto, desdobrou-se em declarações aos diversos canais televisivos dando conta da ausência do filho, alegando que ele tinha saído de casa pela manhã para ir para a escola, mas não regressou ao final da tarde, como era habitual.

O corpo do jovem de 15 anos viria a ser encontrado na manhã da passada quarta-feira, 2 de Março, nuns terrenos baldios próximos da sua casa, com fortes sinais de violência. A agência Lusa cita uma fonte da #Polícia Judiciária para informar que o padrasto do jovem, que no mesmo dia do desaparecimento terá viajado para o Brasil, é o principal suspeito do homicídio. A mesma polícia criminal que tem inquirido, por diversas vezes Célia Barreto, na qualidade de testemunha, tendo os inspectores realizado várias diligências na habitação.

Entretanto, nesta sexta-feira, o pai do jovem, que estava separado da mãe, reclamou o corpo junto do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, tendo-o levantado a meio da tarde, para a realização do velório na Igreja da Misericórdia, em Estômbar (Portimão). As cerimónias fúnebres estão marcadas para o início da manhã de sábado. #Justiça #Crime