Os últimos desenvolvimentos do caso de Rodrigo Lapa apontam cada vez mais para a tese de homicídio. O corpo do jovem foi encontrado num terreno junto à casa onde vivia, com marcas evidentes de agressões e estrangulamento. No entanto, não foram encontrados, até à data, indícios de que a morte de Rodrigo tenha ocorrido no local onde o corpo foi encontrado esta quarta-feira. A Polícia Judiciária esteve presente no terreno e na casa do jovem, onde recolheu junto com a mãe, Célia Barreto, dados para a investigação e vestígios que pudessem ajudar ao caso.

Cada vez mais as suspeitas recaem sobre o padrasto de Rodrigo, que viajou para o Brasil no mesmo dia em que foi comunicado às autoridades o desaparecimento do enteado. O homem é um cidadão brasileiro e, caso as suspeitas se confirmem, não poderá ser extraditado. Amigos do jovem algarvio reconhecem que a relação deste com o padrasto não era amigável e que, contrariamente ao que Célia Barreto contou às autoridades, não tinham conhecimento da separação entre a mãe e o companheiro. O padrasto confessou aos vizinhos, por diversas vezes, que a sua relação com o enteado era complicada e que este já o teria ameaçado.

Rodrigo estava sinalizado há cinco anos pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens. Na altura, a guarda de Rodrigo era partilhada entre a mãe e o pai biológico, Sérgio Lapa. No entanto, o jovem viveu durante alguns anos na residência do pai na Mexilhoeira da Carregação, em Lagoa, e só no ano passado se mudou para casa da mãe, perto de Portimão.

A mãe de Rodrigo tem sido ouvida pelas autoridades na qualidade de testemunha e não como suspeita. Segundo fontes policiais, Célia Barreto poderá estar isenta de envolvimento no homicídio do filho, podendo apenas ser indiciada por ocultação de homicídio, caso as suspeitas sobre o companheiro se confirmem.

O corpo de Rodrigo é autopsiado esta quinta-feira no Gabinete Médico-Legal e Forense do Barlavento, localizado nas imediações do hospital de Portimão.

De recordar que, de acordo com a versão da mãe, Rodrigo saiu de casa na manhã de segunda-feira, dia 22 de Fevereiro, para ir à escola em Estômbar. No entanto, não regressou no final do dia e perante a dificuldade em contactar o filho, Célia Barreto deu o alerta às autoridades. #Crime