Manuel Damásio, 30º presidente do Sport Lisboa e #Benfica, foi detido nesta quinta-feira, 3 de Março, pela #Polícia Judiciária (PJ). Num breve comunicado, aquela polícia informa que o empresário do sector imobiliário é suspeito da prática dos crimes de branqueamento de capitais e tráfico de influências. A detenção ocorreu no âmbito de uma investigação que viria a dar origem à operação Rota do Atlântico. A mesma operação que envolve o antigo empresário de futebol José Veiga e o advogado Paulo Santana Lopes.

Num comunicado enviado às redacções, a Polícia Judiciária apenas informa que deteve “um homem de 75 anos, empresário do sector imobiliário, pela prática dos crimes de branqueamento de capitais e tráfico de influências”. Uma detenção a cargo da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). Adianta, ainda, que se trata de uma “investigação que se iniciou no final do ano de 2014 e deu origem à operação Rota do Atlântico”.

Entretanto, a agência Lusa revela tratar-se de Manuel Damásio, que presidiu ao Sport Lisboa e Benfica entre 7 de Janeiro de 1994 e 31 de Outubro de 1997. A meio da tarde desta mesma quinta-feira, o empresário estava nas instalações do Tribunal Central de Instrução Criminal, acompanhado por dois advogados de defesa, para ser inquirido.

De referir que no âmbito daquela operação, designada por Rota do Atlântico, foram detidos, no dia 3 de Fevereiro, três suspeitos: José Veiga, empresário de futebol, Paulo Santana Lopes, advogado, e Maria Barbosa, advogada. O primeiro encontra-se em prisão preventiva, enquanto o irmão do antigo Primeiro-ministro Pedro Santana Lopes está em prisão domiciliária. Já à advogada Maria Barbosa foi-lhe aplicada, como medida de coacção, o Termo de Identidade e Residência. Os três arguidos estão proibidos de contactar entre si.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, numa nota de imprensa emitida nesse mesmo dia, estão em causa suspeitas da prática dos “crimes de corrupção no comércio internacional, de branqueamento e de fraude fiscal”, bem como, de entre outros, indícios dos crimes de “tráfico de influência e de participação económica em negócio na compra e venda de acções de uma instituição financeira estrangeira”.

Manuel Damásio foi eleito em 1994 para uma gerência de três anos do Sport Lisboa e Benfica. Contudo, o mandato terminou em Junho de 1996 devido “à ausência de títulos no futebol”, refere o site do clube, adiantando que o empresário viria a ser reeleito para um novo triénio. Todavia, o mandato de Damásio terminaria abruptamente em 1997, ano em que, em eleições antecipadas, foi eleito João Vale e Azevedo. #Justiça