O presidente da Câmara Municipal da Régua, Nuno Gonçalves, diz que a Câmara Municipal foi informada, na quarta-feira, da presença da bactéria legionella no hospital D. Luís I, em dois locais do mesmo, que não a área de internamento dos doentes. Os responsáveis pelo hospital dizem que a bactéria foi detectada na rede de água hospitalar, porém nenhum dos 12 doentes transferidos mostrou sintomas da doença. 

A saúde pública não está em risco, uma vez que a transferência dos utentes e funcionários para a entidade hospitalar de Chaves será suficiente para impedir que algum utente ou funcionário seja contaminado pela doença. Até ao momento, este hospital foi o único da rede do CHTMAD (Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro), do qual fazem parte as unidades de Vila Real, Lamego e Chaves, onde foi confirmada a presença da bactéria.

Os procedimentos em relação ao extermínio da bactéria passam pela desinfecção da rede de água do prédio através de choque de cloro ou choque térmico, uma vez que as colónias de legionella são eliminadas pelo extremo calor, com temperaturas acima de 60 graus.

Os pacientes mais predispostos para a doença do legionário são pessoas idosas, fumadores ou doentes crónicos, porque têm o sistema imunitário mais em baixo. Os sintomas mais frequentes são febre, dor de cabeça e muscular e diarreia. A contaminação por esta bactéria pode mesmo levar a morte. 

Lembramos que a bactéria da legionella provocou um escândalo de saúde pública em Novembro de 2014. Em Vila Franca de Xira, várias pessoas começaram a ser hospitalizados com sintomas de dores musculares, febre e dificuldades respiratórias. A contaminação é feita pela inalação do valor de água que esteja contaminada que leva a bactéria "legionella pneumophila" para os pulmões. Esta doença causou a morte de 14 pessoas no município e infectou cerca de 400.

Desde a descoberta desta bactéria em Vila Franca de Xira, apenas mais dois casos foram descobertos no norte do país. Estas pessoas haviam tido contacto com outras no município de Vila Franca o que levantou suspeitas de que há uma possibilidade da propagação da doeça através do contacto físico entre pessoas. Embora se tenha localizado a empresa onde o surto começou não foram, ainda, indicados qualquer culpados. #Casos Médicos