Célia Barreto revelou esta manhã (terça-feira, 8), no programa Queridas Manhãs, apresentado por Júlia Pinheiro e João Paulo Rodrigues, em exclusivo à SIC, que tem receio de sair à rua depois do funeral do filho, Rodrigo Lapa. A mãe do jovem continua a dizer que nunca viu o seu ex-companheiro a agredir o filho, e que a única vez que os viu a discutir foi muito antes da data do #Crime. Contudo, admite que nunca foi intenção de Joaquim Lara Pinto, de origem brasileira, sair do país com Rodrigo.

Célia Barreto disse ter visto os bilhetes de avião para o Brasil, que contava ser para ela, para o ex-companheiro e para a filha que têm em comum, e que os bilhetes de Célia e da filha eram de ida e volta, enquanto os de Joaquim Lara Pinto eram apenas de ida.

Célia Barreto contou também que, após ter descoberto os planos do ex-companheiro, que o confrontou e que ele revelou que não levaria Rodrigo Lapa, pois "não era filho dele e não tinha que sustentar os filhos dos outros". «Nessas condições eu não vou contigo a lado nenhum porque eu não abandono o meu filho», foram as palavras que Célia Barreto afirma ter dito a Joaquim Lara Pinto, que ficou chateado e ameaçou tirar Luana, a filha de ambos, com ou sem o seu consentimento. Célia justifica ter sido essa a razão que a levou a abrir um processo em nome da filha na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ).

A mãe do jovem encontrado morto há uma semana diz que falou ao telefone com o ex-companheiro após o desaparecimento do filho, mas que, com a possibilidade de ele ser o assassino de Rodrigo, não tenciona sequer manter contacto com ele e irá sentir-se culpada por ter posto um assassino em casa se ele tiver sido, de facto, o culpado do crime que vitimou Rodrigo Lapa.

Recorde-se que Rodrigo Lapa, de 15 anos, desapareceu dia 22 de fevereiro e foi encontrado morto, nos arredores da sua habitação há apenas uma semana, com um fio eléctrico à volta do pescoço que terá servido para asfixiá-lo até à morte. Ainda não se confirmou a identidade do culpado.