As acusações de branqueamento de capital e tráfico de influências que caíram sobre Manuel Damásio não foram suficientes para que o ex-presidente do Sport Lisboa e Benfica continuasse detido por muito mais tempo. 

O antigo presidente do SLB ficou sob termo de identidade e residência e proibido de estabelecer qualquer contacto com os restantes arguidos no âmbito da operação Rota do Atlântico, reportou na noite passada o seu advogado de defesa Nobre Correia.  

Depois de prestar declarações durante a tarde de quinta-feira,  3 de março, no Tribunal Central de Instrução Criminal, Manuel Damásio sai em liberdade e não fala com os jornalistas, no entanto, o seu advogado, Nobre Correia, falou com os repórteres presentes no local, dizendo que o antigo presidente do Benfica foi constituído arguido e que "prestou as declarações que entendeu", não deixando de esclarecer todos os detalhes que os agentes da autoridade quiseram saber. 

O juiz responsável pelo caso de Damásio aplicou-lhe uma medida de "coação restrita de liberdade" e uma medida de "proibição de contacto"  com certas pessoas, referindo-se a qualquer pessoa de interesse no caso: arguidos, suspeitos e testemunhas, adicionou o advogado do indiciado, não prestando mais declarações. 

Acerca dos restantes intervenientes no caso Operação Rota do Atlântico, o antigo empresário de #Futebol José Veiga, o advogado Paulo Santana Lopes, irmão do antigo Primeiro Ministro Pedro Santana Lopes, e a advogada Maria Barbosa, a situação mantém-se a mesma: Veiga permanece em prisão preventiva, enquanto que o irmão do antigo Primeiro Ministro encontra-se em prisão domiciliária. Em relação a Maria Barbosa foi-lhe atribuída, como medida de coacção, o termo de identidade e residência - medida executada a Manuel Damásio. Os 3 arguidos estão proibidos de estabelecer contacto. 

A detenção do 30° presidente do SLB ocorreu na tarde de ontem pela Polícia Judiciária. A informação chegou às redacções depois de ter sido enviado um comunicado reportando que a PJ tinha detido um homem de 75 anos, que trabalhava na no sector imobiliário, por crimes de branqueamento de capital e tráfico de influências.  #Crime