Hugo Ernano, o militar da Guarda Nacional Republicana (GNR) que em 2008 matou um jovem numa perseguição à carrinha onde este viajava com o pai, vai ser suspenso por um período de 8 meses. A sanção foi-lhe aplicada pela Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa. A governante justifica que a sua decisão é menos gravosa do que aquela que foi proposta pela Inspecção-Geral da Administração Interna, que era de expulsão do militar.

O caso remonta a 11 de Agosto de 2008, quando o militar da GNR atingiu a tiro um jovem de 13 anos que seguia, na companhia do seu pai, numa carrinha. A perseguição policial teve início após um assalto a uma vacaria, em Santo Antão do Tojal (Loures).

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O pai do jovem estava, na ocasião, evadido do Centro Prisional de Alcoentre. Aquela situação originou uma onda de solidariedade popular para com Hugo Ernano, com muitas pessoas a defenderem a sua absolvição, alegando que o militar estava a cumprir a sua missão.

Em 2013, o Tribunal Criminal de Loures condenou o militar a uma pena de 9 anos de prisão por homicídio simples, com dolo eventual, bem como ao pagamento de uma indemnização de 80 mil euros à família da vítima. Depois de um recurso interposto pela defesa, o Tribunal da Relação de Lisboa viria a absolver o militar da prática de crime de homicídio simples, com dolo eventual. No entanto, condenou Hugo Ernano a uma pena de 4 anos de prisão, suspensa por igual período, por homicídio simples, por negligência grosseira. O mesmo tribunal reduziu ainda a indemnização a pagar à família da vítima de 80 mil para 45 mil euros.

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Já em 2014, o Supremo Tribunal de #Justiça manteve a decisão do Tribunal da Relação, mas alterou a indemnização para 55 mil euros.

Agora, a sanção aplicada pela Ministra da Administração Interna surgiu após um inquérito realizado ao militar pela Inspecção-Geral da Administração Interna, que propunha a sua expulsão da Guarda Nacional Republicana. Durante o período em que estará suspenso da actividade, Hugo Ernano irá receber apenas um terço do seu vencimento. Razão que já levou o militar a dizer aos jornalistas que iria pensar no seu futuro, uma vez que é casado e pai de dois filhos menores de idade.

  #Polícia