O Presidente da República eleito, #Marcelo Rebelo de Sousa, tomou posse na manhã de hoje, 9 de Março, perante uma "plateia" de Chefes de Estado e figuras parlamentares. Também o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, esteve presente. A cerimónia teve lugar na Assembleia da República, aberta pelo seu presidente Ferro Rodrigues, precedida pela habitual troca de cadeiras entre o presidente cessante e o presidente eleito.

"Portugal é a razão de ser do compromisso solene que acabo de assumir." Assim iniciou o seu discurso depois de empossado, no qual referiu questões de justiça social e a grandeza do país. Jurou, em seguida, defender a Constituição, sublinhando tê-lo feito com o valor acrescido de ter sido professor de Direito. Reconheceu que o país terá pela frente "tempos e desafios difíceis", e que será necessário ultrapassar as dificuldades, investindo na educação, saúde e no sistema político.

Marcelo Rebelo de Sousa salientou o risco de "perpetuação das crises" na ausência de "rigor e transparência financeira" que fragilizaram o país. Assumiu, por isso, que Portugal deverá ser fiel aos compromissos a que está vinculado - com a União Europeia, a CPLP e a Aliança Atlântica.

O presidente eleito assume os próximos cinco anos de mandato como um período "de busca de unidade, de pacificação, de reforçada coesão nacional, de encontro complexo entre democracia e internacionalização estratégica (...), emprego e justiça social de um lado, e viabilidade financeira do outro, de criação de consonâncias nos sistemas sociais e políticos, de incessante construção de uma comunidade convivial e solidária".

Após o discurso da tomada de posse, foram várias as #Personalidades que se manifestaram relativamente às palavras de Marcelo. O primeiro-ministro António Costa afirmou que, no seu discurso, "todos nos podemos reconhecer". Fernando Medina sublinhou a "leitura correcta dos poderes presidenciais" e do próprio estado da nação, com destaque para o período de crise. Paulo Portas assumiu que "Marcelo soube puxar pela auto-estima e confiança dos portugueses", num discurso inspirado pelos valores pessoais do professor, que citou Miguel Torga. Já Jerónimo de Sousa destacou que "a prática é a mãe de todas as coisas", sendo da maior importância os actos em relação às palavras.

Após a cerimónia, o agora Presidente da República dirigiu-se ao Mosteiro dos Jerónimos, onde assinou o Livro de Honra e depositou coroas de flores nos túmulos de Luís Vaz de Camões e de Vasco da Gama. Seguiu-se a deslocação do Chefe de Estado para o Palácio de Belém, onde recebeu as insígnias da Banda das Três Ordens.

Perto das 17h00, o Presidente da República chegou à mesquita de Lisboa, onde foi recebido por Abdool Vakil (presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa), pelo imã da mesquita, xeque David Munir, e por Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa. Assistiram à cerimónia cerca de 150 pessoas, que presenciaram a leitura da oração ecuménica universal pelos representantes de 17 confissões religiosas distintas.

O dia finalizou na Câmara Municipal de Lisboa, onde Marcelo descerrou uma lápide e ouviu o Hino Nacional da varanda do edifício. #Eleições Presidenciais