#António Costa deixará Portugal, na próxima semana, para efectuar uma viagem oficial à Grécia. Este será o primeiro encontro de Costa com Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego, desde que chegou ao poder. Da agenda de trabalhos de Costa consta a visita a um campo de refugiados na Grécia. O primeiro-ministro partirá na próxima segunda-feira, 11 de Abril. 

Durante a sua estadia na Grécia, António Costa deverá, juntamente com Tsipras, tratar de assuntos que digam respeito às relações entre Portugal e a Grécia e analisar alguns temas que estão na mesa de discussão da agenda europeia. No comunicado oficial acerca da viagem, fonte oficial de São Bento disse que "será feito um ponto de situação relativamente aos refugiados e aos contributos que Portugal e Grécia poderão assegurar no quadro do que foi acordado no último Conselho Europeu". Para além da visita oficial com Alexis Tsipras, António Costa tem reunião marcada com o presidente da República, Prokopis Pavloulos. 

Uma fonte do governo adiantou ainda à agência Lusa que o convite dirigido ao primeiro-ministro partiu de Tsipras, no início do mês passado, em Paris, quando os líderes de esquerda dos Estados-membros da União Europeia se reuniram num encontro promovido por François Hollande, presidente da França.

Da agenda de António Costa faz parte uma possível visita a um campo de refugiados grego para ver de perto a crise que está a afectar toda a Europa. Não se sabe se será ao campo de Idomeni, situado junto à fronteira com a Macedónia e palco de um dos piores cenários desde o início da crise dos refugiados.

Costa tem estabelecido contacto com dirigentes de alguns Estados, como Grécia, Áustria, Itália e Suécia, mostrando a sua disponibilidade para receber no território português mais 5800 pessoas. Este número, que excede a quota comunitária, fará com que Portugal vá acolher cerca de 10 mil refugiados. Ao contrário de António Costa, que mostra estar de braços abertos para acolher migrantes em Portugal, o primeiro-ministro grego tem encontrado dificuldades para gerir a quantidade de pessoas que cruzam as fronteiras da Grécia.  #Política Internacional