A Operação Marquês conta com mais uma arguida, Sofia Fava, ex-mulher do ex-primeiro ministro #José Sócrates, que é suspeita de fraude fiscal e branqueamento de capitais, de acordo com o Correio da Manhã. Há muito que Sofia Fava foi mencionada na comunicação social devido às escutas onde foram revelados pedidos de pagamento mensal da arguida ao ex-Primeiro Ministro. Numa das gravações é possível ouvir Sócrates perguntar se Sofia queria 2 ou 4 mil euros. No entanto, na altura em que a gravação foi transmitida nos meios de comunicação, Sofia Fava ainda não tinha sido constituída arguida nas investigações realizadas conjuntamente pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e pela Autoridade Tributária (AT).

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Suspeita-se que Sofia Fava era umas das destinatárias das verbas monetárias do esquema alegadamente realizado por Sócrates e pelo seu amigo de longa data, o empresário Carlos Santos Silva, um dos arguidos da mesma operação. Este era, alegadamente, o benfeitor de Sócrates e de várias pessoas próximas ao ex-primeiro ministro.

As autoridades desconfiam que Carlos Santos Silva ajudava Sofia Fava a pagar a educação dos seus dois filhos e cobria também os gastos em relação à saúde do agregado familiar de Fava.

Segundo o Correio da Manhã, Sofia Fava foi ouvida na passada quarta-feira, dia 20 de Abril, pelo procurador Rosário Teixeira do DCIAP e por elementos da Autoridade Tributária. Estes últimos acreditam que grande parte dos rendimentos que Fava declarou ao Fisco provinham das empresas de Carlos Santos Silva e que estas verbas teriam chegado até à arguida pelas mãos de Sócrates.

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Sofia está indiciada por crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais e ficou sujeita à medida de coação de Termo de Identidade e Residência.

As autoridades suspeitam que o monte alentejano, em Montemor-o-Novo, supostamente comprado por Carlos Santos Silva, seja de José Sócrates, que a 21 de Novembro de 2014 foi preso pelos crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para ato ilícito, de acordo com o Correio da Manhã. O mesmo teria acontecido com a casa de Sofia Fava, na Rua Francisco Stromp, em Lisboa, que foi vendida a uma das empresas do amigo de Sócrates.

Os investigadores desconfiam que a ex-mulher de José Sócrates sabia de toda a situação de troca de dinheiro entre Carlos Silva e Sócrates. O esquema entre estes dois arguidos na Operação Marquês passaria por colocar o nome de Carlos Santos Silva nos bens que, alegadamente, são de José Sócrates. #Justiça