Uma mulher, de nome "Mary", criou uma página no #Facebook em que contava que tinha uma filha muito doente no Dubai e com fotografias da criança. Era desta maneira que conseguia cativar pais que se encontravam na mesma situação. Cristina Carvalho foi uma dessas pessoas que, ao ver a página de "Mary", sentiu compaixão, pois o seu próprio filho de Cristina estava na altura a fazer tratamentos no IPO do Porto.

A situação semelhante das duas mulheres fez com que trocassem comentários no Facebook e mensagens. Passados quinze dias, a filha de "Mary" morreu, o que levou esta mulher a pedir a Cristina para conhecer o seu filho no IPO, algo que Cristina não pôde dizer que não, perante a situação trágica de "Mary".

Publicidade
Publicidade

Durante os três meses que se seguiram, "Mary" visitou o pequeno António todas as sextas-feiras, o que fortaleceu os seus laços com Cristina. Cristina não estranhou que a mulher pedisse para tirar fotografias com o filho dela, comovida pelo que "Mary" tinha passado.

Foi em choque que Cristina começou a perceber o que estava a acontecer, pois "Mary", o nome fictício da mulher, tinha criado uma página do Facebook com montagens de fotografias do pequeno António com outra menina, onde dizia que António era seu filho e contando todos os pormenores da doença da criança tal como Cristina lhe tinha contado.

"Mary" nunca mais apareceu assim que percebeu que Cristina já sabia de alguma coisa. O choque de Cristina Carvalho não ficaria por aqui, pois a macabra mulher anunciava na sua página do Facebook que António tinha morrido e sido cremado em Inglaterra, e que tinha mandado pôr uma lápide no jazigo da família, no cemitério de São Pedro de Avioso, na Maia.

Publicidade

Cristina, chocada com tantos pormenores macabros por parte desta mulher, chamou a GNR ao cemitério, onde se confirmava a lápide da criança no jazigo da família com as seguintes palavras inscritas: 'António, meu anjinho.' e com a fotografia do pequeno António de cinco anos.

A GNR apreendeu de imediato a lápide, como prova, e enviou-a para tribunal. Foram tiradas fotografias da lápide e foram divulgadas no Facebook, juntamente com uma caixa pequena, onde supostamente estariam as cinzas da criança.

Quando questionada pelo JN, a suposta 'Mary' recusou-se a prestar qualquer declaração, encaminhando o assunto para a sua advogada. Apesar de ser Cristina a sentir-se aterrorizada, pois afirma ter medo que alguém leve António, foi a suposta "Mary" que apresentou queixa por estar a receber telefonemas ameaçadores. #Crime #Casos Médicos