As autoridades registaram, desde o início de 2015 até Fevereiro de 2016, 71 agressões aos funcionários que conduzem os carros da empresa Uber, mas é possível que este número seja superior, visto que muitas vezes os motoristas não apresentaram queixa da agressão. Os crimes de violência, registados no Porto e em Lisboa, únicas cidades onde a empresa funciona em Portugal, terão sido cometidos por taxistas que se sentem prejudicados com a presença deste novo modo de transporte de passageiros. A multinacional norte-americana instalou-se no país em Agosto de 2014 e tem crescido cada vez mais.

Neste momento, a plataforma disponível conta com 2 modalidades: a UberBlack, que transporta passageiros em carros pretos luxuosos, e a Uberex, que foi lançada 4 meses depois de a empresa se ter instalado em território nacional e que permite aos utilizadores andarem em automóveis de gama média.

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De acordo com o Diário de Notícias, em Setembro de 2015 a aplicação da Uber foi a mais descarregada em Portugal na App Store da Apple.

Foram registados pela PSP 43 crimes de violência na cidade Invicta e 28 na capital. Em Lisboa há registo de 22 agressões em 2015 e 6 este ano.

Os taxistas, juntamente com os responsáveis das associações que os representam, a ANTRAL e a Federação Portuguesa do Táxi, vão começar amanhã, 25 de Abril, uma semana de contestação ao funcionamento da Uber em Portugal e contra o Governo que, de acordo com o Público, dizem “nada fazer para travar” a plataforma “ilegal” e “criminosa”.

Uma vez que as reclamações sobre a existência da Uber em Portugal não alteraram o panorama, de acordo com o Diário de Notícias, as associações que lutam pelos direitos dos taxistas vão dirigir-se aos tribunais para que lhes seja dada uma indemnização altíssima, que terá de ser paga pela empresa norte-americana e pelos políticos. 

Para travar esta situação de constante atentado à segurança dos motoristas da Uber, Rob van Woude, director europeu da empresa, apresentou queixa, na segunda-feira, na Procuradoria-Geral da República.

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#Justiça #Polícia #Transportes Públicos