Três dos sete tripulantes do C-130H da Força Aérea Portuguesa morreram ao início da tarde desta segunda-feira, 11 de Julho, na sequência de um incêndio na aeronave. O acidente que ocorreu na Base Aérea nº 6, no Montijo, provocou ainda quatro feridos, um deles considerado grave. O aparelho pertence à Esquadra 501, designada por “Bisontes” e estaria a preparar-se para mais um habitual voo de treino. As circunstâncias em que se deu o trágico acidente estão a ser averiguadas.

O acidente foi confirmado pelo porta-voz da Força Aérea Portuguesa, Coronel Rui Roque, que remeteu para mais tarde a revelação de outras informações sobre as eventuais causas que terão estado na origem daquele trágico acidente. No entanto, alguma imprensa avança que o Hércules C-130 estaria na pista da base aérea do Montijo, no distrito de Setúbal, a preparar mais um voo de treino, levando consigo sete tripulantes, quando deflagrou um incêndio de grandes proporções. Uma situação que terá provocado a morte de três tripulantes do avião militar, enquanto os restantes quatro sofreram ferimentos, um deles considerado em estado grave.

De acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil, o alerta soou às 12:20 horas no Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal, tendo sido accionados para o local cerca de meia centena de operacionais auxiliados por 16 veículos. Para além dos meios de socorro pertencentes à própria Base Aérea nº 6.

Entretanto, a Associação de Oficiais das Forças Armadas já expressou a sua “profunda consternação” pelo acidente que, “terá tido como trágica consequência diversas vítimas entre os nossos camaradas”. A mesma associação manifestou, igualmente, “profunda solidariedade e apoio” para com os familiares e amigos das vítimas, bem como para com a Força Aérea Portuguesa.

Esquadra 501: em acção há 39 anos

A Esquadra 501, designada por “Bisontes”, iniciou a sua actividade em 1977, data que coincidiu com a chegada do primeiro C-130H à Força Aérea Portuguesa, uma das aeronaves mais robustas. Segundo informa a Força Aérea, aquela Esquadra está qualificada para realizar várias missões nos diversos cenários, designadamente “complexos e delicados”, como é o caso de Angola, Timor, Golfo Pérsico, Moscovo, Balcãs, Afeganistão, entre outros, assim como nas missões humanitárias efectuadas ao Haiti, Egipto e Líbia. #Acidente de Aviação