Para o presidente da Liga dos #Bombeiros Portugueses, existe uma “onda terrorista devidamente organizada” que provoca incêndios florestais no país. Jaime Marta Soares esteve reunido com o Presidente da República esta sexta-feira, 12 de Agosto, e disse ser impossível haver tantos incêndios a eclodir, nestes últimos tempos, em várias zonas do país. Por sua vez, o Presidente da República considera que é necessário “punir em conformidade” os incendiários.

O antigo comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares, que agora preside à Liga dos Bombeiros Portugueses, não tem dúvidas quando afirmou nesta sexta-feira, 12 de Agosto, que os incêndios florestais verificados no país se devem a uma “onda terrorista devidamente organizada”. A afirmação de Jaime Marta Soares foi feita após um encontro com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. O líder dos bombeiros refere que é impossível que tenham existido ignições de incêndios numa vasta área, como aconteceu nos últimos grandes fogos ocorridos em diversos concelhos da região Norte, Centro e Autónoma da Madeira. Segundo aquele responsável, 98 por cento dos incêndios florestais são provocados pela “mão humana” e, desses 75% têm origem criminosa.

Jaime Soares espera que, depois do período crítico de incêndios, sejam tomadas implementadas medidas de “verdadeira prevenção” por parte do poder político. Isto, para evitar que anualmente se discute as mesmas problemáticas em relação aos incêndios florestais. O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses defende a criação de um observatório nacional que trabalhe, não só sobre as medidas de prevenção, mas também as operações de combate aos incêndios florestais. No seu entender, “há uma negligência criminosa em não se levarem por diante projectos de reflorestação”.

Por sua vez, o Presidente da República defende uma “eficácia da Justiça” para “punir em conformidade” quem ateia incêndios florestais, tendo em conta o grande número de focos de origem criminosa. Por outro lado, Marcelo Rebelo de Sousa espera a implementação de medidas relativas à prevenção e ao ordenamento florestal, garantindo que irá “acompanhar muito de perto” as decisões políticas sobre a matéria. Entretanto, o Governo já anunciou a realização de um Conselho de Ministros extraordinário dedicado às florestas. #incendios