Durante a manifestação dos taxistas contra a Uber e Cabify, plataformas de transporte de passageiros, foram proferidas várias declarações de revolta. No entanto, houve uma que se tornou a polémica e que está a incendiar as #Redes Sociais. Jorge Máximo, motorista de táxi que participava no protesto, na segunda-feira, 10 de outubro, em Lisboa, comparou as leis a "meninas virgens", afirmando que ambas existem para serem violadas. Rapidamente, as suas palavras circularam pela internet, gerando uma enorme onda de indignação.

Na plataforma online 'CAPAZES' - que tem como objetivo a sensibilização para a igualdade de géneros -, Flávia Ferreira, de 18 anos, fez questão de deixar uma carta aberta de revolta onde condena "a #Violência e a falta de respeito" do taxista.

A jovem questiona o "desejo e sede de vingança" contra as plataformas concorrentes e a "violência física e moral exercida sobre as mulheres".

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Flávia fala do medo que terá quando voltar a andar de táxi. "Não é aceitável enviar uma mensagem ao meu pai a dizer-lhe o número da viatura (...) não é aceitável tirar uma fotografia ao motorista que me transporta (...) ou juntar aos pares para andar de táxi" tudo por pensar em "algo que possa acontecer", acrescenta.

A jovem diz "basta" aos "abusos às mulheres e assédios a que somos sujeitas permanentemente" e pede para que condenem estes comportamentos sexistas. Flávia Ferreira deixa ainda um desejo a Jorge Máximo e espera que nenhuma das "meninas virgens que tem lá em casa sejam obrigadas a passar por este tipo de violência". 

A rapariga de 18 anos, que não opta por nenhuma posição em relação aos taxistas e plataformas online, assume-se virgem e defende todas as meninas a quem Jorge Máximo se dirigiu.

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O taxista era já conhecido nas redes sociais pelas declarações que tem feito à imprensa sobre o Benfica e tem até uma página de fãs no Facebook. Entretanto, após estas afirmações consideradas por muitos como grotescas, foi criado um evento virtual onde exigem a ida a tribunal de Jorge Máximo. #Manifestação