Pedro João Dias, o alegado homicida de Aguiar da Beira e agora arguido, foi transferido na sexta-feira passada (11 de Novembro) do Estabelecimento Prisional da Guarda para o Estabelecimento Prisional de Monsanto, uma cadeia de alta segurança e onde existem 70 guardas para 60 reclusos. O Estabelecimento Prisional de Monsanto é considerado de segurança máxima. Segundo a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), esse mesmo estabelecimento prisional está mesmo vocacionado para responder a todas as exigências de segurança, relativamente à criminalidade violenta e organizada, bem como a certas categorias de reclusos cujo comportamento é susceptível de criar situações graves para a segurança do Sistema Prisional e da própria comunidade reclusa.

Mas apesar de o agora arguido #Pedro Dias se encontrar em prisão preventiva, ele terá mesmo que cumprir o mesmo regime de todos os outros reclusos: estar fechado na cela 22 horas por dia; ter duas horas de recreio a céu aberto, sem que possa estar com mais de dois reclusos em simultâneo; e será mesmo a própria chefia da cadeia que escolherá os reclusos que podem ou não conviver com ele durante esse mesmo período.

Segundo Celso Manata, o responsável da Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), a transferência do recluso em questão foi feita por motivos previstos na lei para uma transferência para uma cadeia deste tipo. No Estabelecimento Prisional da Guarda não estavam reunidas todas as condições de segurança necessárias para Pedro Dias e para os outros reclusos.

É na cadeia de Monsanto que estão os mais perigosos reclusos do país ou, pelo menos, aqueles que continuam a colocar problemas de segurança pelo mau comportamento e relações conflituosas com guardas prisionais. É o caso de Allan Shariff, o luso-americano que assaltou um banco em Miami através do telefone. É também o caso de Marcus Fernandes, o luso-brasileiro a cumprir 25 anos de cadeia por ter assassinado dois agentes da PSP, há dez anos, na Amadora. Esses dois homens são apenas dois exemplos do tipo de reclusos que lá estão.

É de relembrar que Pedro Dias, a 11 de Outubro, em Aguiar da Beira, terá baleado dois militares da GNR e dois civis, tendo um civil e um dos militares da GNR perdido a vida. O militar que sobreviveu, quase por milagre, terá escapado de uma morte quase certa, por ter desmaiado após ter sido baleado. O desmaio dele, levou certamente o alegado homicida a pensar que estaria morto, e abandonou o local, julgando não existirem sobreviventes. Tal como pensou que o casal de civis, que tinha baleado, tinha morrido, mas a mulher, apesar de não sabermos se sobreviverá, luta ainda pela vida no hospital. #crime de aguiar da beira #prisao preventiva