Pedro Dias, aquele que foi considerado o fugitivo mais procurado do país, entregou-se nesta terça-feira, 8 de Novembro, à #Polícia. O “piloto” de Arouca colocou um fim à sua fuga de uma forma insólita. O momento da entrega foi filmada em directo pela Rádio #Televisão Portuguesa (RTP), depois de ter concedido uma entrevista, que deverá ser emitida na próxima sexta-feira pelo canal de televisão pública. Para já, sabe-se que Pedro Dias afirma-se inocente e frisa que não matou ninguém.

Pedro Dias era procurado desde o dia 11 de Outubro, suspeito de ter matado, em Aguiar da Beira, um militar da Guarda Nacional Republicano (GNR) e ferido outro. É suspeito, ainda, de ter alvejado um jovem casal que viajava num automóvel próximo no local onde terá ocorrido o assassinato do militar, provocando a morte do homem e ferido a mulher, que permanece em estado grave no hospital. Desde então que as autoridades montaram uma vasta operação de caça ao homem, mas sem sucesso.

O homem entregou-se na companhia da equipa de reportagem da RTP, da irmã, de uma amiga desta, e dos três advogados que o irão defender. Tudo aconteceu em Arouca, a escassos metros da casa dos pais do suspeito e da Câmara Municipal local, e nas imagens transmitidas em directo pela RTP vê-se Pedro Dias a ser algemado e a entrar num automóvel da Polícia Judiciária da Guarda. A jornalista Sandra Felgueiras relatou que foi contactada pelos advogados de Pedro Dias ao início da tarde deste terça-feira e antes da detenção teve oportunidade de o entrevistar.

Segundo a jornalista, Pedro Dias afirma-se inocente e garante que não matou ninguém, referindo que tudo será esclarecido em tribunal. Sandra Felgueiras relata que encontrou um homem “absolutamente sereno” e, de certa forma, “aliviado” por ter chegado até aqui. Relatou, também, que o presumível homicida foi contando alguns pormenores sobre como sobreviveu ao longo das quatro semanas em que andou fugido. Garante que se sentiu perseguido de morte pela Guarda Nacional Republicana e deixou claro que queria entregar-se em segurança. No entanto, recusou-se a esclarecer os contornos de tudo o que aconteceu na madrugada de 11 de Outubro. #Crime