Um major, dois capitães e três sargentos da #Força Aérea, detidos no âmbito de um processo relacionado com o abastecimento de géneros alimentícios às messes da Força Aérea irão aguardar o julgamento em prisão preventiva. A decisão do juiz de instrução criminal foi proferida neste sábado, 5 de Novembro. Segundo a investigação, dirigida pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), o esquema criminoso poderá ter lesado o Estado em, pelo menos, cerca de 10 milhões de euros.

A operação, designada por Zeus, desenvolveu-se na passada quinta-feira (dia 3 de Novembro), culminando cerca de um ano e meio de uma “complexa investigação”. A acção esteve a cargo da Unidade de Combate à Corrupção da #Polícia Judiciária (PJ) tendo contado com a colaboração da Polícia Judiciária Militar. Segundo um comunicado emitido pela PJ, foram efectuadas 180 buscas, realizadas em simultânea em 12 bases militares, em diversas zonas do país, em 15 empresas e em diversas residências. No terreno estiveram cerca de 300 investigadores da Polícia Judiciária, 30 peritos da Unidade de Perícia Financeira e Contabilística e da Unidade de Tecnologia e Informação da mesma PS, que se fizeram acompanhar por cerca de 40 operacionais da Polícia Judiciária Militar, e ainda 27 magistrados do Ministério Público, entidade que tutela o respectivo inquérito. No mesmo comunicado, a PJ refere, igualmente, que desde o início da referida investigação, contou com a colaboração da Força Aérea Portuguesa.

Em causa estará o fornecimento de diversos géneros alimentícios às messes das diversas bases militares do país, que seria facturado por um valor bastante superior aos produtos efectivamente entregues. A diferença entre o montante liquidado pelo Estado Maior da Força Aérea e o realmente correspondente ao efectivo fornecimento, seria posteriormente dividido entre os militares envolvidos no esquema e os respectivos fornecedores. Segundo a Procuradoria-Geral da República, naquela actividade criminosa participavam, para além dos fornecedores, militares funcionários das messes, e um representante do Estado Maior da Força Aérea que tinha como função fiscalizar aqueles refeitórios. #Crime