Uma mulher, de 55 anos de idade, foi abatida a tiro na noite desta sexta-feira, 13 de Janeiro, supostamente pelo seu marido. O homem terá esperado que a mulher regressasse a casa, após um dia de trabalho, para a alvejar com uma arma de fogo. Depois, o suspeito barricou-se num anexo à sua residência, onde tentou matar-se, cortando o pescoço com um machado. Os militares da Guarda Nacional Republicana conseguiram surpreender o presumível homicida que teve de receber tratamento hospitalar, de onde saiu já de madrugada.

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Tudo leva a crer que na origem do assassinato de Cândida Cepeda Alves estará um longo historial de violência doméstica, tendo como protagonista o seu marido, Alberto Pereira Alves.

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O caso culminou da pior maneira na noite desta sexta-feira, 13 de Janeiro, na Rua de Santa Bárbara, às portas de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança. O #Crime ocorreu por cerca das 19:30 horas, quando Alberto Alves esperou que Cândida Cepeda regressasse a casa, depois de mais um dia de trabalho num quiosque, Em plena via pública, o homem, munido de uma arma caçadeira, terá desferido dois tiros na cabeça, matando-a. Depois, o suspeito colocou-se em fuga, barricando-se no interior de uma garagem, anexa à residência do casal. Foi ali que, algum tempo depois, os militares da Guarda Nacional Republicana o encontraram com um golpe de machado na zona do pescoço. A vítima foi socorrida pelos elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e transportado ao hospital. Viria a ter alta durante a madrugada deste sábado, tendo ficado sob detenção da Polícia Judiciária, devendo ser presente ao juiz de instrução criminal para ser sujeito a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal de Torre de Moncorvo..

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A relação do casal é caracterizada por amigos e familiares por um historial de violência doméstica. Alberto Alves não trabalhava e terá, por algumas vezes, agredido a sua mulher, Cândida. A ruptura terá acontecido em Agosto do ano passado, quando a mulher apresentou queixa no posto da Guarda Nacional Republicana, após ter sido agredida em frente à filha do casal. Algum tempo depois, os militares da Guarda viriam a apreender, no interior da residência, várias armas de fogos, designadamente caçadeiras e revólveres. Cândida Cepeda terá requerido o divórcio, apesar das ameaças do marido que a matava no dia que isso acontecesse. Foi o que, efectivamente, aconteceu, já que a mulher terá dito ao seu irmão, Alcino Cepeda, no início da semana que os documentos deveriam “chegar lá para quinta ou sexta-feira” e que estava com medo da reacção de Alberto.