Um jovem português, de 22 anos, foi assassinado a tiro no momento em que socorria o seu pai durante um assalto à porta da própria casa. Dagmer Borges era filho de um antigo diplomata consular de Portugal em Benguela (Angola). Francisco Borges sofreu ferimentos feitos por uma arma branca e teve de receber tratamento hospitalar. O #Crime ocorreu por cerca das 23 horas (hora local) da passada terça-feira, 17 de Janeiro, nas proximidades da casa de passagem da polícia nacional.

O antigo diplomata, Francisco Borges, de nacionalidade portuguesa mas a residir há vários anos em Angola, estava a chegar à sua residência, na Rua Cidade de Moçambedes, quando foi surpreendido por um indivíduo munido de uma arma branca, exigindo-lhe todo o dinheiro que tinha na sua posse. No entanto, a vítima resistiu ao assalto e iniciou uma luta de corpo a corpo com o assaltante, enquanto gritava por socorro. Ouvindo os gritos do seu pai, já esfaqueado na cabeça e braços, Dagmer Borges saiu de casa e foi em seu socorro. Porém, um segundo indivíduo surgiu de repente e disparou uma arma de fogo, atingindo o jovem na região do abdómen. Quase de imediato, os dois assaltantes colocaram-se em fuga numa motorizada.

O socorro terá sido prestado por um vizinho que, ao ouvir o barulho dos disparos, deslocou-se imediatamente em auxílio das vítimas portuguesas. Ainda terá encontrado o jovem com sinais vitais, mas quando se preparava para o transportar ao Hospital Geral de Benguela, aquele acabou por falecer, não resistindo aos ferimentos. Unidade hospitalar para onde foi transportado o antigo diplomata, funcionário aposentado do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, com ferimentos na zona da cabeça e dos membros superiores, mas sem correr risco de vida.

Segundo a TVI24, a morte de Dagmer Borges já foi confirmada pela Secretaria de Estado das Comunidades, estando o assalto a ser investigado pelas autoridades angolanas, no sentido de vir a identificar e a localizar os seus responsáveis. Uma vez que tudo aconteceu à noite e num local sem iluminação pública terá facilitado a fuga dos assaltantes e dificultado o apuramento de elementos de identificação.