Paulo Seabra teria apenas 22 anos a 24 de maio de 2013, data em que alegadamente realizou um assalto a uma residência. Foram furtados dois fios de ouro à proprietária da casa assaltada. Pelas 19h10 desse dia, o jovem foi ainda visto num carro na Estrada Nacional 114. A Guarda Nacional Republicana (#GNR) terá sido alertada para a ocorrência e enviou de imediato uma patrulha para o local.

O carro patrulha foi colocado propositadamente no meio da faixa de rodagem para obstruir a passagem do suspeito. Cláudio Pereira, o comandante do posto presente no carro patrulha, saiu do interior da viatura e ordenou que o suspeito parasse o carro.

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Mas, além de Paulo Seabra não obedecer à ordem policial, ainda meteu a marcha-atrás e colocou-se em fuga. O comandante meteu ainda o braço pela janela do carro do arguido para tentar imobilizar o carro mas não conseguiu.

Quando o arguido percebeu a intenção do militar da GNR, acelerou ainda mais e começou a fazer peões para tentar atropelá-lo. Cláudio Pereira foi mesmo obrigado a atirar-se para a vegetação na berma da estrada para não ser atingido.

Foram ainda disparados tiros de intimidação para o ar pelos militares da GNR, mas o arguido não se intimidou minimamente e continuou a acelerar. Acabou, no entanto, por embater contra outro carro que seguia em sentido contrário. Após o embate, deixou o carro e tentou uma fuga a pé, mas acabou por ser detido.

Na passada semana, juízes da Central Criminal de Santarém decidiram-se pela suspensão da pena de quatro anos e três meses a que Paulo Seabra foi condenado e determinaram que o arguido deverá submeter-se a um programa de reinserção social, que será definido pela própria Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), conforme nos informa o jornal de Almeirim.

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Se Paulo Seabra não respeitar o definido pela DGRSP acabará por cumprir prisão efectiva.

Como os juízes acreditaram que o mesmo pode vir a modificar-se e a organizar a sua vida, tomando consciência dos seus comportamentos, optaram pela suspensão da pena efectiva de prisão. Paulo Seabra mora agora num acampamento na Zona Industrial de Almeirim. #assalto a residencias #perseguição policial