Isabel Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP), revelou esta sexta-feira estar bastante confiante no que diz respeito à criação da primeira faculdade de medicina privada em Portugal. A reitora avançou que não há prazos para entregar o projeto à Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), e reforçou que o protocolo agora assinado, com o grupo Luz #Saúde, a Universidade de Maastricht e a Câmara de Cascais, só veio reforçar o sucesso deste projeto que tem vindo a ser preparado há 30 anos.

Questionada sobre datas e vagas, a reitora da Universidade Católica Portuguesa, afirmou apenas que as mensalidades serão cobradas de acordo com o custo que a Universidade terá na formação em medicina do aluno. Este será não só um projeto inovador, mas também vai ser um projeto internacional, criando em Portugal um centro que visa receber alunos de toda a Europa.

Apesar de concordar que este projeto vem valorizar e dinamizar a formação dos profissionais de saúde, o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, afirmou que a preocupação com formação excessiva é uma realidade e que serão feitos todos os possíveis para diminuir a entrada de médicos na formação.

Manuel Delgado reforçou ainda que todo este processo é independente do Ministério da Ciência e Ensino Superior e do Ministério da Saúde, pelo que toda a avaliação do projeto cabe a uma entidade independente de avaliação de novos cursos superiores.

Além disso, Manuel Delgado, fez questão de reforçar que se tudo isto se refere a um projeto de algo que ainda não existe concretamente.

Já Isabel Vaz, diretora executiva do grupo Luz Saúde, afirmou que a criação do hospital irá avançar com ou sem a criação desta faculdade. A diretora acrescentou que o grupo Luz Saúde investiu 150 milhões de euros em novos investimentos na zona de Lisboa. Entre esses investimentos, o grupo Luz Saúde adquiriu o antigo Hospital de Cascais da vila, e pretende que o mesmo esteja em pleno funcionamento em meados de 2019.

Questionado pelos jornalistas, o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, afirmou que ficaria satisfeito se tudo estiver pronto em 2020. #Educação