Todos os elementos do gangue, que há mais de dois meses actuava no Minho e Grande Porto, tinham residências nas freguesias de Fermentões, Airão Santa Maria, Oleiros e na cidade de Guimarães. O grupo era conhecido por ser violento e era constituído por cinco pessoas, um casal e três colegas. Alegadamente furtavam e roubavam e ainda se encontravam a receber o Rendimento Social de Inserção (RSI). O casal vivia mesmo num prédio de luxo no Campo das Hortas, considerada zona nobre de Guimarães, mesmo sem terem qualquer actividade profissional.

Os elementos do gangue passariam grande parte do seu tempo nos cafés a vigiarem e a recolherem informações dos moradores e dos emigrantes, para que assim ficassem na posse de dados suficientes para decidirem as casas que poderiam ou não furtar.

Publicidade
Publicidade

E, para não levantarem suspeitas e tornarem o seu comportamento mais credível, sempre que questionados pelos populares faziam-se mesmo passar por inspectores da #Polícia Judiciária (PJ).

Mas o que os falsos “inspectores” desconheciam era que já há algumas semanas que eram vigiados e seguidos de perto por verdadeiros inspectores da PJ do Porto. Acabaram mesmo por ser detidos, na quarta-feira (15 de Março), em várias freguesias de Guimarães.

Todos são suspeitos de realizarem aproximadamente 100 furtos e roubos. Mas, além dos assaltos à mão armada, furtaram ainda dezenas de viaturas dos fãs do Tony Carreira. Aproveitaram quando estes estavam no concerto em Guimarães para efectuarem os furtos.

Foram entretanto presentes a tribunal, para conhecerem certamente as respectivas medidas de coacção aplicadas, tal como se pode ler na edição de ontem (17 de Março) do Correio da Manhã.

Publicidade

Um guarda prisional terá sido também identificado; seria ele o destacado para as vigilâncias do gangue.

Os inspectores da PJ do Porto, durante as suas buscas à casa dos suspeitos, apreenderam armas de fogo e gorros que foram usados nos crimes. Encontraram ainda cartões de crédito de bancos suíços que tinham sido roubados das moradias. O gangue possuía um BMW e um Audi que usaria nos roubos, sempre com matrículas falsas. O BMW tinha mesmo sido roubado em Ronfe. #Justiça #Crime