O caso remonta a 1999. António Jorge Machado, mais conhecido por To Jó, assassinou brutalmente os pais. Foi condenado a 25 anos de cadeia, mas o Tribunal de Execução de Penas de Coimbra determinou que o arguido vai ser libertado na próxima terça-feira, dia 7 de março, depois de estar preso há quase 18 anos. António Machado manter-se-á em liberdade condicional até agosto de 2024, data em que termina a pena única a que foi condenado.

O homem responsável pelos atos, na altura com 23 anos, vai agora sair da prisão. Segundo o Correio da Manhã, vai ser encaminhado para casa de uma tia, em Coimbra, onde ficará a ser vigiado pelo tribunal. A principal condição é que não pode sair de casa por mais de cinco dias sem a autorização do mesmo.

As dúvidas que existiam naquela época continuam a perseguir as entidades responsáveis pelo caso. Afinal, com a ajuda de quem é que Tó Jó cometeu estes crimes? As autoridades determinaram que não o fez sozinho, dada a brutalidade dos crimes. Tanto a mãe como o pai foram mortos com mais de duas dezenas de facadas. O seu pai, médico, de nome Jorge Machado Santos, foi brutalmente assassinado com 33 facadas. A mãe, Maria Fernanda, também foi morta com a violência de mais de 20 golpes em diversas partes do corpo.

Sabe-se que há duas principais suspeitas do #Crime, além de Tó Jó, o principal protagonista do duplo homicídio. Na altura, Sara Matos, sua mulher, e o amigo Nuno Lima foram detidos, mas, por falta de provas, foram absolvidos e Tó Jó foi o único a ser condenado pelo Tribunal de Ílhavo a uma pena de prisão de 25 anos, em 2001, na sequência destes casos.

Tó Jó, Sara Matos e Nuno Lima faziam parte de uma banda de "death metal", denominada "Agonizing Terror". A Polícia Judiciária de Aveiro, uma das responsáveis pela investigação dos atos criminosos, desenvolveu uma teoria de que estes acontecimentos estão relacionados com algum tipo de ritual satânico. Além do estilo pesado da banda que integravam, as autoridades entenderam que o facto do duplo homicídio ter ocorrido a 12 de agosto de 1999, o último eclipse solar do milénio, pode ajudar a comprovar as suas suposições.