Uma professora de línguas na Escola Secundária Júlio Martins, em Chaves, vítima de um linfoma folicular detetado em 2015, está a ser chamada para voltar ao emprego depois de ter estado de baixa nos últimos 18 meses. A docente queixa-se de toda a burocracia existente em volta da questão, frisando que não é uma doença fácil e que as “papeladas” não ajudam.

Cristina Santos, segundo noticia o Correio da Manhã, dá conta ainda que está à espera de uma junta médica há mais de um ano. Só assim conseguirá prolongar a sua baixa. Até lá, a lei obriga-a a ir trabalhar.

Mas a questão não é assim tão simples. A professora declara não se sentir apta para trabalhar, uma vez que, apesar de a doença ter estabilizado, de três em três meses faz tratamentos de quimioterapia, situação que se prolongará até julho do próximo ano.

Após ter descoberto a doença, Cristina colocou várias baixas que lhe permitiam não comparecer na instituição de #Ensino onde trabalha. Entretanto, foi-lhe comunicado que viria a ser chamada a uma junta médica do sistema de saúde da ADSE. Todavia, já passou mais de 1 ano e a docente encontra-se na mesma – sem ser chamada e sem o papel que necessitava, agora para poder continuar dispensada do trabalho.

A Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares contactou a professora, informando-a que havia atingido o limite máximo de faltas por doença e que tinha de regressar ao emprego. Cristina assim fez, mas considera a situação “incompreensível e ridícula”, tendo em conta que todos os relatórios e atestados médicos que dão conta da sua incapacidade para trabalhar já foram enviados para a referida entidade, que a obriga agora a regressar às suas funções.

A docente já se apresentou na escola, mas não escondeu o pesadelo burocrático que esta questão está a ser. Ao CM, Cristina Santos disse que terá de apresentar um atestado que lhe permita ir trabalhar, ir para aposentação antecipada apesar de não reunir quaisquer condições mínimas ou ficar com uma licença sem vencimento. Ainda assim, naturalmente nenhuma destas opções lhe parece viável por questões financeiras e porque considera que, segundo a lei, tem direito a prolongar o seu atestado médico por se tratar de uma doença incapacitante. #Cancro #Casos Médicos